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terça-feira, 22 de março de 2011

Apresentação dos blogs

Olá a todos,

Hoje, gostaria de divulgar vídeo referente à apresentação do grupo dos trainees na última segunda-feira, 21/02. O evento se pautou no entrelaçamento entre a importância dos blogs para a realização do programa e a trajetória vivida pelos trainees. Devido ao tempo de realização do evento, concentrei-me em divulgar apenas o vídeo referente às experiências vivencidas, no qual sou responsável pela última fala. Confira!


Arrivederci.

sábado, 5 de março de 2011

Viagem a Terra Santa

Olá,

Hoje, meu post se resume a apresentar vídeo elaborado durante minha viagem ao Pará. O vídeo mostra aspectos referentes à viagem a Terra Santa, conforme mencionado na última semana. Espero que aproveitem!



Arrivederci.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nem tudo são flores

Olá a todos,

Na minha última semana no Pará, concentrei esforços na porção ocidental do Estado. Cheguei a Santarém no dia 21 de fevereiro, conheci a equipe e alguns projetos do Escritório Regional da Região dos Tapajós e, dirigi-me com alguns colegas de trabalho, já no dia seguinte, ao município de Terra Santa. 

Redes em barco com destino a Terra Santa
18 horas. Esse foi o tempo de duração da viagem. No barco, ouvi a proposta de atuação: visitar 20 famílias, localizadas em três comunidades – Redobra, Alema e Casagrande -, do município de Terra Santa. Com qual objetivo? Apresentar, ao públco-alvo, os novos gestor e consultor do projeto de meliponicultura da região, além de identificar a praga que estava corroendo meliponários de algumas famílias participantes.

A visita foi interessante. Compreendi que o projeto de meliponicultura consistia em contrapartida da Mineração Rio do Norte às explorações de bauxita na região, espécie de ação de responsabilidade social local. O objetivo da empresa era promover projeto que gerasse renda à população de comunidades de baixo dinamismo econômico e contribuísse para o reflorestamento de áreas amazônicas. A idéia foi apresentada ao SEBRAE, que prontamente acatou a sugestão e elaborou o projeto.

Equipe do SEBRAE e demais participantes
do projeto de meliponicultura em Terra Santa

Percebi que a iniciativa há de ser completamente reestruturada; a execução das ações parece descompassada. A produção de mel já foi iniciada. A identificação de espécies locais, a análise de demanda de mercado, o repasse de boas práticas de produção, entre outras ações, no entanto, ainda são pendentes. Estruturação de planejamento consistente que privilegie medidas de análise de viabilidade do projeto é o passo a ser dado.

Em segunda instância, outro fator me chamou a atenção. É inegável que a Mineração Rio do Norte é fator de crescimento econômico para a região dos Tapajós; o desenvolvimento do município de Oriximiná é basicamente fruto das atividades desenvolvidas pela empresa. Porto Trombetas, por exemplo, é espécie de aeroporto privado em que permissões para a entrada de passageiros devem ser solicitadas diretamente à Mineração Rio do Norte. Dúvidas, porém, existem no que se refere à capacidade dos municípios da região de tornar sustentável a atual dinâmica de desenvolvimento em momento futuro sem a participação da empresa.

A viagem a Terra Santa foi importante para o meu crescimento profissional. Não havia, ainda, entrado em contato com projetos que visivelmente precisam de modificações drásticas. Aprendi na prática a essencialidade de um bom planejamento. A identificação das lacunas foi realizada. Resta esperar que a meliponicultura no oeste do Pará entre no rumo certo e proporcione resultados tangíveis.

Arrivederci.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Realidade inspiradora

Boa noite pessoal,

Cheguei, hoje, a Santarém, oeste do Estado do Pará. Banhada por diversos rios e conhecida como a “Pérola dos Tapajós”, Santarém será minha “casa” até sexta-feira, quando retorno a Belém para embarcar de volta a Brasília. Espero que até lá tenha a oportunidade de conhecer um pouco mais da atuação do SEBRAE nessa região tão peculiar do Brasil.

O foco do post de hoje não é, porém, Santarém. As atividades desenvolvidas durante a semana serão alvo de exposição posterior, em momento oportuno. Tratarei, nas próximas linhas, de relatar minha experiência, na semana passada, na região nordeste do Pará.

Equipe de funcionários do Escritório Regional
da Região dos Caetés
Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, estive em Capanema, sede do Escritório Regional da Região dos Caetés do SEBRAE/PA. Famoso por seu cimento e importante pólo comercial regional, o município abriga um dos mais interessantes escritórios regionais do SEBRAE no Estado. Dispondo de cerca de 10 funcionários, a repartição é capaz de, mediante os 11 projetos que executa, atender aos 19 municípios da região e a 78% de suas micro e pequenas empresas. Na última semana tive o privilégio de entrar em contato com as pessoas que compõem sua estrutura, acompanhar reuniões e visitar algumas de suas iniciativas.

Piscicultores de Capitão Poço
 Em Capanema, participei de reunião de contratualização de projeto de apicultura; acompanhei, no município de Bragança, reunião de formalização de pedido de financiamento bancário de apicultores ao Banco do Brasil; visitei, em Capitão-Poço, membros de associação de piscicultores, como parte da ação de gestão e monitoramento de projeto implementado no município; em Salinópolis, participei de reunião de sensibilização e formalização de empreendedores individuais.

Não cabe aqui detalhar o formato de cada uma dessas atividades. Gostaria de registrar, no entanto, a idéia geral que levo comigo após essa experiência. Pessoalmente, não teria como argumentar de modo diferente: o Escritório Regional da Região dos Caetés é formado por pessoas altamente motivadas e capazes de transformar a realidade daqueles a quem se dirigem. Evidentemente, alguns projetos não atingem os resultados previstos. Problemas diversos existem: recursos insuficientes, precária interação entre parceiros, evolução negativa de premissas, entre outros. É evidente que falhas de gerenciamento também acontecem. A idéia de que os gestores são altamente comprometidos com as iniciativas que lhes competem, no entanto, não pode ser negada.

A experiência no nordeste do Pará foi inspiradora. Percebi como o SEBRAE pode despertar paixões de modo real. Entendo que esse sentimento não é desabrochado quando se trabalha puramente por salário. Há de se compreender o sentido de sua ação. Mais que isso, há de se acreditar no que faz.

Arrivederci.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Primeiras atividades no Pará

Olá pessoal,

Há uma semana estou comendo carne de búfala, pato no tucupi, açaí, jambu e diferentes tipos de peixes e frutas. Sim, estou no Pará. Clima aprazível, povo simpático e inúmeras belezas compõem espectro superficial do Estado. Poderia me perder falando de suas peculiaridades e de detalhes da cultura local, tão evidente nos costumes e na fala de sua gente. Para evitar fugir do foco deste blog, no entanto, concentrarei meu post na descrição das tarefas desempenhadas durante a semana.

Cheguei a Belém na noite do último domingo, 06 de fevereiro. No dia seguinte, às 08h30 já estava no SEBRAE, em reunião com os responsáveis pelas ações de mobilização do público-alvo do projeto Produção Agro-ecológica, Integrada e Sustentável (PAIS). Monique Pennafort Silva, Ricardo Augusto Leal Lourenço e José Henrique Alves Guimarães discutiam sobre os próximos passos a serem executados e a urgência de elaborar relatório de prestação de contas a ser apresentado à parceira Fundação Banco do Brasil até o final do mês. Nesse primeiro contato com o projeto percebi que a fase de implementação ainda não havia sido iniciada e que teria que auxiliar a gestora Monique com o levantamento de notas fiscais.

Nos dois primeiros dias de trabalho no SEBRAE/PA, minha atividade se resumiu a examinar relatórios de pagamentos, separar notas fiscais e elaborar planilhas. Percebi que o trabalho burocrático consumiria parte relevante do tempo que possuía para entrar efetivamente em contato com projetos da região e com a realidade que buscavam transformar. Decidi conversar com Monique sobre os objetivos do rodízio no Pará e sobre a possibilidade de ter uma experiência prática mais substantiva. O resultado foi imediato. Monique, após ser informada de que grupo de analistas iria, no dia seguinte, visitar as cidades de Soure e Salvaterra, na ilha de Marajó, com o intuito de estabelecer projeto voltado ao fortalecimento do comércio varejista da região, tomou medidas para que pudesse acompanhá-lo.

Na quarta-feira, 04h30, estava pronto para a viagem. Uni-me a Thielly Jessie da Silva Costa, consultora do SEBRAE/PA e ex-secretária do turismo de Soure, Breno Cristovão Rodrigues Pinto e Nilberto Francisco da Costa Macêdo, analistas do Escritório Regional da Região Metropolitana de Belém e Marajó, na balsa com destino ao município de Salvaterra. Entre os dias 16 e 18 de fevereiro o contato com o público-alvo e potenciais parceiros do projeto foi intenso. Conversamos com membros de associações comerciais, diretores de escolas técnicas, secretários de finanças dos municípios, líderes de associações de moradores, vereadores, entre outras personalidades. Até na Rádio Guarany, de Soure, concedemos entrevista. O foco de nossa visita era comunicar a existência do projeto e encontrar canais de divulgação para o evento de mobilização a acontecer na próxima semana.

Equipe do SEBRAE na Rádio Marajoara
A experiência foi fantástica. Conheci, superficialmente, a realidade do interior do Pará e pude perceber diferenças notáveis, entre os dois municípios visitados, no que tange ao grau de organização dos empresários e ao nível de entusiasmo do público-alvo causado pela existência do projeto. Em Soure, diferentemente de Salvaterra, a associação comercial municipal é entidade expressiva, fortemente organizada e de significativa articulação com a prefeitura. As personalidades residentes em Soure com que tivemos contato foram unânimes em afirmar seu interesse pelo projeto e reconhecer a importância de iniciativas de desenvolvimento para o fortalecimento do município, apresentando postura completamente distinta da descrença com que nos deparamos em Salvaterra. Esperamos que o projeto possa garantir novo ímpeto de desenvolvimento à população da região e mitigar pensamentos negativos, em especial em Salvaterra, com relação ao seu potencial de crescimento.

A segunda semana de trabalho começa amanhã. Não sei exatamente o que me espera. Tenho certeza, no entanto, que se for composta por atividades de acompanhamento prático a projetos, tal qual ocorreu nos últimos dias, novas boas surpresas surgirão.

Arrivederci.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Empretec

Boa noite pessoal,

Registro, hoje, a incrível experiência que vivi entre os dias 24 e 29 de janeiro. De segunda-feira a sábado dessa semana, estive totalmente envolvido nas dinâmicas de um dos cursos mais fantásticos de que já participei, o Empretec. Em conjunto com o grupo de trainees do SEBRAE Nacional, empresários e candidatos a empresários fui estimulado a viver, na prática, a vida de um empreendedor e a compreender que comportamentos o diferem dos demais. Mais importante, conheci um pouco mais de mim mesmo.

A dinâmica do Empretec se concentra em repassar, por meio de diferentes atividades práticas e teóricas, as características de comportamento empreendedor (CCE’s) presentes na maioria dos empresários e executivos de sucesso. As 10 CCE’s elencadas são conformadas, cada uma, por três comportamentos específicos, totalizando uma gama de 30 aspectos a serem considerados pelos participantes do curso. As atividades do Empretec instigam a reflexão pessoal acerca de nossa real capacidade de reprodução dos comportamentos descritos, permitindo-nos apreender detalhes de nosso perfil que dificilmente perceberíamos em nosso dia-a-dia.

O Empretec não se pretende uma oficina dogmática; tampouco busca responder a todas as questões que se levantam. Metodologicamente, encorajar a vivência de situações que suscitam comportamentos específicos é apenas um meio de demonstrar que somos capazes de fazer, de modo diferente, algo que fazemos com freqüência. As 10 CCE’s desenvolvidas não são, para a grande maioria dos participantes, exemplo vivo de novidade; de tão simples e claras, no entanto, fazem-nos pensar sobre os motivos de não desempenhá-las como poderíamos.

Entrei no Empretec entusiasmado e receoso. Entusiasmado por sua “boa fama”; receoso do workshop não corresponder às minhas expectativas. O Empretec, no entanto, superou; superou muito minhas expectativas. Fui capaz de criar um negócio, ir atrás de clientes, trabalhar produtivamente em equipe, refletir sobre minhas metas pessoais e, principalmente, compreender que não sou sempre tudo aquilo que geralmente penso ser.

Meu resultado no curso foi satisfatório. Criei, juntamente com o candidato a empresário, Hermínio Almeida, uma empresa de comercialização de produtos de beleza importados. Conseguimos lucro total na ordem de R$ 900,00; ultrapassamos nossa meta e ficamos em quinto lugar no ranking geral. Nada mal nos números. Penso, no entanto, que poderíamos ter feito mais. Não nos comprometemos o suficiente e desperdiçamos diversas oportunidades. A maior oportunidade, porém, foi aproveitada. A oportunidade de identificar o que faço com relativa eficácia e aquilo em que preciso melhorar. A lição foi dada, cabe a mim incorporá-la em meu cotidiano.

Arrivederci.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quando identificamos nossas lacunas

Bom dia pessoal,

O momento é tenso. Opinião quase unânime entre os trainees, a elaboração do projeto aplicativo se traduz em experiência, embora estimulante, altamente desafiadora nesse início de ano. Estruturar projeto coerente, viável e relevante é tarefa sobremaneira complexa; exige pró-atividade e dedicação. Percebi, após algum tempo, que a metodologia de construção não pode ser individual. Questionar colegas e reformular estratégias fazem parte do processo.

Costumava ter receio de perguntar, pedir opiniões. Talvez por falta de humildade ou por tê-la em demasia, acreditava que poderia “dar contar” sozinho; que idéias naturalmente brotariam; que não deveria importunar ninguém com minhas dúvidas. Essa mentalidade me atrapalhou. Demorei; consumi dias de trabalho em devaneios; perdi em eficiência. Na quarta-feira, então, recebi um conselho: Converse! Hesitei. Refleti. Decidi perguntar. O resultado não poderia ter sido outro. Além de esclarecer o modo como deveria agir, incrementei o escopo inicial do projeto com dicas de aprimoramento qualitativo. A experiência me despertou, portanto, para a necessidade de dialogar, de procurar ajuda, de pedir auxílio.

O processo de reflexão pessoal resultante, em meu caso, da elaboração do projeto aplicativo exemplifica o fundamento maior da existência de programas de treinamento: a capacidade de criação de oportunidades de aprendizagem. A aprendizagem, nesse contexto, não se refere apenas a aspectos técnicos, mas à própria arte de autopercepção. Identificar barreiras pessoais que entravam a dinâmica de crescimento profissional e trilhar caminhos alternativos visando à sua solução é um dos mais importantes mecanismos de aperfeiçoamento que se pode proporcionar.

Mais do que resultados instantâneos, há de se instigar reflexão; mais do que permitir contatos profissionais, há de se gerar identificação com os valores institucionais; mais do que conceder treinamento, há de fundamentar-se na construção de autoconsciência.

Arrivederci.