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domingo, 31 de outubro de 2010

Novos ares

Bom dia pessoal,

A última semana foi permeada por diversos fatos interessantes. Reunião de feedback com Vinicius Lages, gerente da Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN); apresentação das atividades desenvolvidas em meu primeiro rodízio aos analistas da UAIN; discussão com Maria Valéria, responsável pela análise de viabilidade dos projetos aplicativos apresentados pelos trainees, relativa ao tema que pretendo abarcar e; até mesmo, almoço de confraternização com ex-colegas de área caracterizam, parcialmente, a semana. Nada foi mais extraordinário, no entanto, que a chegada da Diretoria de Administração e Finanças (DAF) e demais unidades à nova sede do SEBRAE Nacional. Gostaria de registrar o modo como foi realizada nossa acolhida e os primeiros passos no imponente edifício.

A etapa de descarte, integrante do projeto Qualidade no Ambiente de Trabalho, já havia sido concluída; o mapa de ramais, organizado; os adesivos de estacionamento, distribuídos. Faltava, apenas, a alocação na nova sede. Às 16h de sexta-feira, 29 de outubro, passávamos pelo tapete vermelho e iniciávamos o ritual de conhecimento do novo edifício.

As equipes de marketing e de assessoria institucional realizaram ótimo trabalho. Após as fotos iniciais, dirigiram-nos ao auditório para assistirmos ao filme de orientações sobre o modo de funcionamento das novas instalações do SEBRAE Nacional. O próximo passo foi a realização de um breve tour pelo prédio, a fim de apreciarmos sua arquitetura, identificarmos as novas funcionalidades e nos familiarizarmos com a disposição das salas e equipamentos. O tour terminou e, com isso, nossos momentos de mordomia. Enfim, fomos alocados! Nossos pertences nos esperavam encaixotados, os computadores já continham nossos arquivos e até mesmo bombons aguardavam seus novos donos. Nossa recepção não poderia ter sido mais bem elaborada.

A nova sede é incrível! Grandes áreas de convivência, a pujança do verde e o diálogo constante com a arquitetura de vidro e concreto de Brasília são características evidentes. O espaço foi construído visando à integração das unidades, flexibilidade no trabalho e eficiência no uso de recursos. Espero que os novos ares possam trazer novas perspectivas de desenvolvimento à instituição. Condições propícias foram encontradas; resta-nos compreender nossa responsabilidade e agir conscientemente em prol de objetivos cada vez mais ambiciosos.

Arrivederci.

domingo, 24 de outubro de 2010

Agora é DAF

Boa tarde pessoal,

O segundo rodízio, enfim, começou! Os trainees foram alocados em novas unidades e, na segunda-feira, 18 de outubro, já deram início às suas atividades. A Diretoria de Administração e Finanças (DAF) foi meu destino. Gostaria de registrar minhas primeiras impressões sobre a área e as expectativas que guardo.

Fui apresentado como novo trainee da DAF à chefe de gabinete, Maria de Lourdes, na sexta-feira, 15 de outubro. O motivo do encontro, no qual também participara Talita Barros, trainee alocada na DAF no primeiro rodízio, foi o repasse de instruções, uma vez que Lourdes estaria de férias no período que compreende 18 de outubro e 02 de novembro. As recomendações foram claras: acompanhar a estruturação do evento de lançamento da nova sede do SEBRAE, a acontecer no dia 05 de novembro; monitorar o status dos projetos que compõem o Programa Qualidade na Gestão (PQG) e; estudar critérios do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ). Reconhecendo a necessidade de referências para o entendimento da dinâmica da área, Lourdes designou Talita Barros como orientadora de minha atuação nos primeiros dois dias na DAF. Talita foi essencial. Explicou o modo como as tarefas deveriam ser desenvolvidas, apresentou-me a interlocutores com os quais terei maior contato e identificou as linhas mestras de atuação.

Contatos com as Unidades de Marketing e Comunicação e Assessoria Institucional foram a tônica da semana. Identificação de plataformas de interatividade virtual, aprovação da identidade visual do PQG, visita à nova sede do SEBRAE, contato com fornecedores, reuniões com o Diretor de Administração e Finanças, José Cláudio dos Santos, entre outras atividades, compuseram o eixo principal de meu trabalho. A experiência é impressionante. A possibilidade de angariar visão geral sobre o modo de funcionamento do SEBRAE e interagir com as diversas unidades da entidade é palpável. Acredito que, apesar de relativamente acéfalo sem a presença de Lourdes, essa próxima semana continuará trazendo surpresas.

O trabalho na DAF é totalmente diferente do que já realizei. A lógica atual é de interação e monitoramento, sem, no entanto, perder de vista prazos e metas. A possibilidade de propor novas medidas e soluções virá com o tempo, à medida que tomar maior conhecimento do escopo da área. Enquanto isso, aproveito para experimentar todas as possibilidades de aprendizagem que a área me proporciona. A experiência está sendo fantástica!

Arrivederci.

domingo, 17 de outubro de 2010

Reflexões mais humanas

Olá pessoal,

O abalo sísmico de sexta-feira, 08 de outubro, selou o término de meu primeiro rodízio, na Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN) do SEBRAE Nacional. Esse período certamente ficará marcado em minha memória. Trabalhei, aprendi, interagi e, principalmente, fiz amizades. Agora é hora, no entanto, de iniciar novas atividades em uma área sobremaneira distinta, a Diretoria de Administração e Finanças (DAF). O segundo rodízio começa amanhã; a ansiedade equivale à que senti em momentos prévios ao início de minha atuação na UAIN. Acredito que as atividades dessa última semana permitiram, no entanto, novas reflexões sobre meu papel como indivíduo, cidadão e profissional; pensamentos que levarei comigo para o próximo rodízio.

Trainees no seminário "O Elemento Humano"
A curta semana foi iniciada logo após o feriado. Na quarta e quinta-feira, nós, trainees do SEBRAE Nacional, participamos de um seminário voltado a permitir momentos de auto-reflexão sobre o modo como nos relacionamos, acessamos nossos sentimentos e expomos nossas “verdades”. Aquilino Sehn, condutor do seminário “O Elemento Humano”, ressaltou a importância de atitudes de abertura nas relações interpessoais; a maneira como escolhas anteriores moldam o presente e o futuro; e a necessidade de garantirmos equilíbrio nas dimensões física, racional, emocional e espiritual, a fim de alcançarmos perspectivas mais humanas de vida. “O Elemento Humano” foi fundamental: ao permitir conhecermos o grupo de maneira mais íntima e entrarmos em contato com nós mesmos de modo centrado e profundo, o seminário evidenciou a necessidade de instituições modernas investirem na dimensão humana de seu quadro profissional. Componentes da era do conhecimento, empresas cada vez mais direcionam recursos para capacitação técnica. A dimensão humana, variável central do sucesso de equipes de trabalho, permanece negligenciada. Aquilino Sehn foi capaz de provar, ao menos a mim, a essencialidade desse tipo de investimento.

Na sexta-feira, Paulo Volker, analista da UAIN, ministrou oficina sobre ética. Aqueles que pensaram que conceitos, teorias e doutrinas comporiam o eixo central da atividade se enganaram. Didaticamente, Volker conseguiu abordar assunto delicado de modo interativo, dinâmico e reflexivo. Fomos instigados a construir, parcialmente, um código de ética para o SEBRAE e identificar possíveis soluções a desvios de conduta identificados. Creio que as reflexões surgidas naquele dia permitiram a visualização de que quebras éticas não estão relacionadas a conhecimento – o grau de instrução não interfere na realização de condutas antagônicas ao preconizado socialmente -, mas, sim, às “fomes”, aos diversos anseios que acometem os indivíduos. Construir padrões de conduta, canais de denúncia e comissões de julgamento ético são imprescindíveis. Volker vai além: acredita que profissionais devem antes ser contratados por sua conduta ética – fator, para ele, mais primordial que o conhecimento técnico.

As atividades da semana quebraram a rotina de trabalho voltada a resultados em que nos encontrávamos. Reflexões sobre diversos aspectos comportamentais foram a tônica desses dias. Acredito que momentos direcionados a ponderar sobre aspectos ligados a personalidade, conduta, relacionamento, entre outros, devem ser explorados. Organizações são compostas por pessoas; ignorar a centralidade da dimensão humana é pôr em risco sua existência.


Arrivederci.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Chefas e Chefes

Olá pessoal,

O post, de 26 de setembro de 2010, intitulado Perspectiva Negligenciada tratou da necessidade de ampliação de discussões, no SEBRAE e na sociedade brasileira em geral, relativas à perspectiva de gênero. Seu conteúdo gerou dúvidas, principalmente no que tange à afirmativa "a maior parte dos chefes de família são representantes do sexo masculino". Devido à discussão suscitada, gostaria de compartilhar alguns links de pesquisa que embasaram minha afirmação.

Mulheres são mais chefes de família na classe C: O Portal Exame, embasado nos resultados da pesquisa IBOPE, publicou, em 05 de outubro, o acréscimo de participação de mulheres como chefes de família na classe C. Enquanto comandam 32% das famílias no Brasil, as mulheres representam apenas 25% das chefes de família em classes mais altas, A e B. O número representa avanço, mas ainda denota a grande disparidade entre homens e mulheres no que tange à definição de papéis de referência na sociedade.

Cresce o número de mulheres como chefes de família: O número de mulheres como chefes de família está em ascensão na maioria dos Estados brasileiros - nos últimos 10 anos, a taxa feminina cresceu 81%, a masculina, somente 15%. Apenas Roraima, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina e Acre não registraram taxas de aumento da participação feminina no comando familiar. Elas já estão à frente de quase 22 milhões de residências no Brasil. Esta estatística demonstra o processo de desvinculação direta entre chefes de família e provimento de recursos. A mudança conceitual no que tange à pessoa referência passa por considerações que ultrapassam o viés economicista, de modo que, não necessariamente, o chefe de família necessita receber o maior salário da casa.

Mulheres e famílias monoparentais: Por razões profundas vinculadas à construção social sexista, homens são, geralmente, tidos como referência em famílias constituídas por casais com ou sem filhos. As mulheres, conforme visualizado na página 232 do documento, respondem, por sua vez, pela maior parte dos arranjos familiares monoparentais no Brasil, um dos tipos mais delicados de família. As taxas de crescimento de mulheres como referências em famílias monoparentais suscita questionamentos. Ao mesmo tempo em que há, atualmente, maior liberdade de ação e melhores condições de inserção no mercado de trabalho, o que possibilita a criação de filhos por conta própria, famílias monoparentais, na maioria dos casos, evidenciam menores vínculos entre a figura paterna e os filhos. Famílias monoparentais com mulheres como chefes de famílias podem surgir por opção da mulher, mas são resultado principal da contrução de papéis sociais estritos designados às figuras masculinas e femininas que acabam por vincular a mulher à obrigatoriedade de responsabilizar-se pelas funções de cuidado da família. Aqui, encontra-se um problema que gera vulnerabilidade à família: o não reconhecimento paterno.

Rendimentos dos chefes de família: A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE de 2008, em suas páginas 114 e 115, demonstra a evidente diferença salarial entre chefes de família de sexos distintos e seus respectivos cônjuges. Enquanto 73,7% dos cônjuges de chefes de família do sexo feminino recebem igual ou mais que os companheiros, apenas 26,2% dos cônjuges de pessoas de referência do sexo masculino recebem igual ou mais que os seus pares.


Arrivederci.

domingo, 3 de outubro de 2010

2º rodízio à vista

Boa tarde pessoal,

Na segunda feira, 27 de setembro, enfim, listei minhas três áreas de preferência para o próximo rodízio. Li e reli os planos de trabalho elaborados até que finalmente optei por Unidade de Atendimento Individual (UAI), Unidade de Atendimento Coletivo Indústria (UACIN) e, curiosamente, Diretoria de Administração e Finanças (DAF). Gostaria de registrar os motivos de minhas escolhas e as percepções pessoais sobre as entrevistas realizadas com os responsáveis por cada uma das áreas mencionadas.

A decisão foi difícil. Muitos planos de trabalho me atraíram; afinidade com a área e possibilidade de desafio representavam extremos com os quais pendia minha escolha. Ao fim, duas áreas finalísticas e uma de suporte encabeçaram minhas opções. O marketing de pessoas ligadas às unidades foi importante, mas acredito que o principal motor transversal de minha decisão foi a possibilidade de refletir e propor alterações. O espaço reservado à análise crítica foi, portanto, fundamental.

Uma de minha três escolhas, a UAI, deu-se, entre outras razões, por motivos de conhecimento, mesmo que superficial, do projeto Negócio a Negócio, foco de um dos planos de trabalho apresentados pela unidade. Já havia entrado em contato com o projeto na visita dos trainees ao SEBRAE-DF, realizada em 30 de julho de 2010. Naquela oportunidade, percebi a importância do Negócio a Negócio para o SEBRAE e busquei, em relatório elaborado posteriormente, indicar possíveis contribuições para o seu aprimoramento. A reunião com Enio Pinto e Joana Bona, gerente e gerente-adjunta da unidade, sobre o plano de trabalho relativo a esse projeto foi interessante. Captei o clima de trabalho da UAI que, apesar de desafiador e baseado em metas, é extremamente descontraído e alegre; consegui expor os motivos de minha escolha e; expus razões para trabalhar na unidade. À tarde, recebi ligação de Romilda Torres, coordenadora nacional do projeto Célula Nacional da Central de Relacionamento, na qual indagava sobre meu interesse em trabalhar com o plano de trabalho relativo a esse projeto no próximo rodízio. Expus que, apesar de ter escolhido o plano relacionado ao projeto Negócio a Negócio não teria problemas em atuar na área de relacionamento com clientes. A UAI atrai por sua essência, independentemente da proposta de trabalho.

Na UACIN, Kelly Sanches, gerente-adjunta da unidade, foi minha interlocutora. A conversa foi rápida e objetiva, com estrutura semelhante a entrevistas de contratação de profissionais. Gostei da clareza em suas posições e de sua postura de conferir autonomia aos trainees em sua atuação. O plano da unidade, relativo a encadeamento produtivo, foi um dos mais desejados pelo grupo de trainees do SEBRAE Nacional para o segundo rodízio. Na UAIN, havia descoberto algumas iniciativas internacionais relacionadas ao tema e fiz questão de apresentá-las em minha entrevista. Acredito que o feedback foi positivo.

Minha reunião com Maria de Lourdes e Silva, chefe de gabinete da DAF, foi mais prolongada e contextualizada. Lourdes me apresentou a estrutura do programa de Qualidade na Gestão, indicando seus projetos e coordenadores. O plano de trabalho da DAF é extremamente desafiador; seja por realizar atividades típicas de gestão; seja por estar em contato com diretores, coordenadores de projetos e demais unidades. Minhas respostas se basearam nessa perspectiva. A possibilidade de absorver visão geral sobre o funcionamento da entidade, avaliar processos internos de funcionamento e propor mudanças visando ao aperfeiçoamento de sua gestão foram pontos que embasaram meu interesse.

Todas as três unidades apresentaram planos de trabalho interessantes e compatíveis com o que se espera dos trainees. Não elenquei prioridades entre as três áreas escolhidas. Caso fosse possível, passaria por todas elas e, enfim, apontaria minha preferência; como não é possível, espero os próximos capítulos dessa novela para a indicação de meu futuro.

Arrivederci.