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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Quando vivemos a História

Pessoal,


Os eventos de inauguração da nova sede do SEBRAE Nacional, ocorridos na última quarta-feira, 24 de novembro, foram simplesmente excepcionais. Enquanto o evento diurno, voltado restritivamente aos colaboradores da entidade, tratou, também, de temas como a expansão da Universidade Corporativa, o lançamento do Programa de Qualidade na Gestão e de homenagens diversas, o noturno restringiu-se a apresentar a nova casa do SEBRAE Nacional a autoridades, parceiros, jornalistas e demais convidados. Dois momentos diferentes para comemorar um fato histórico.

Desenho Nova Sede do SEBRAE Nacional, por GrupoSP

Alguns acontecimentos são inesquecíveis e incorporam o centro de memórias individuais, coletivas, institucionais; os ocorridos em 24 de novembro, definitivamente, encaixam-se nessa categoria. Esses eventos formalizaram a existência e essencialidade dos 24 mil metros quadrados de área construída nos quais nós, colaboradores do SEBRAE Nacional, vimos nos familiarizando nas últimas semanas. A presença de embaixadores, deputados, governadores, ministros e do próprio Presidente da República evidenciam o valor do episódio; mais ainda, a importância do SEBRAE como instituição indutora do desenvolvimento nacional.

Espero que esse dia fique marcado como um momento de inflexão, que permita o desabrochar de novas oportunidades e o desenvolvimento de perspectivas ainda mais audaciosas; que possa ser tão comemorado quanto o foi 14 de dezembro de 2006, dia histórico para o SEBRAE em seu caminho de apoio às micro e pequenas empresas, conforme se vê no vídeo abaixo.



Arrivederci.

sábado, 20 de novembro de 2010

As micro e pequenas empresas no governo

Boa tarde pessoal,

Entre as notícias mais veiculadas da última semana está a confirmação por José Eduardo Dutra, presidente do PT, da composição de nova pasta na Esplanada dos Ministérios, durante o governo de Dilma Rousseff: a da Micro e Pequena Empresa. Assunto bastante difundido durante a campanha presidencial, a criação do novo ministério parece ser ponto convergente entre os petistas. Perguntas, no entanto, não cessam: Qual seria a utilidade prática de se criar um novo ministério? Estaria o governo Dilma apenas inchando a máquina estatal, ramificando temas facilmente congregados em uma única estrutura? A criação de nova pasta teria como função precípua a acomodação de cargos para aliados? Que funções caberiam, agora, ao SEBRAE? Gostaria de concentrar esse post em reflexões pessoais acerca dessas questões. Convido todos a participar e contribuir ao debate.

A pasta de Micro e Pequenas Empresas é tema destacado pelo PT desde, pelo menos, abril de 2010. Na ocasião da 17ª Semana de Capacitação do SEBRAE, o presidente Lula apontou, na plenária do evento, a incompatibilidade de um mesmo ministério comportar interesses dos grandes e pequenos empresários. Comparando as funções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), voltado aos grandes produtores rurais e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) preocupado com agricultores familiares, Lula ressaltou a importância de relegar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) o trato com grandes empresários e tornar os interesses dos pequenos negócios comportados por nova estrutura específica. Diferenciar o tratamento dado aos micro e pequenos empresários seria, em sua visão, fundamental.

A visão de Lula sobre o tema – compartilhada por Dilma e pelo próprio Ministro do MDIC, Miguel Jorge – é interessante, ao tentar abarcar diferentes segmentos em estruturas que lhes concedam maior atenção. Resta dúvida, no entanto, referente à criação de novas estruturas ministeriais ser a forma mais propícia para fielmente atender aos diferentes interesses que se põem. Alguns argumentariam que conceder maior força ao Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas (DEPME) subordinado à Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do MDIC ou, até mesmo, transformar o departamento em secretaria poderia, por si, cumprir com a aspiração de tratamento diferenciado. Em termos práticos, porém, é evidente que com a criação da nova pasta, o maior aporte de recursos voltados ao setor, a possibilidade de especialização e de apoio a temas específicos e o próprio movimento de conceder maior sinalização e relevância às micro e pequenas empresas (MPE) serão importantes fatores para o desenvolvimento.

Esplanada dos Ministérios ao cair da tarde, por Marcio Negrão
É inegável que quanto maior o número de pastas ministeriais, maior a capacidade de acomodar interesses de aliados. É quase inegável, no entanto, que o novo ministério será ocupado pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira, escalado, há muito, para auxiliar o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, a pensar sobre o programa de governo de Dilma. A lógica de criação do novo ministério aparenta, portanto, mais uma constatação da importância do segmento de micro e pequenas empresas para o desenvolvimento nacional, principalmente após o papel desempenhado durante a crise, do que manobra para alocar interesses diversos.


O novo arranjo de poder a ser construído pela equipe de Dilma deverá, ainda, definir os campos de ação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas e do SEBRAE. É interessante notar que em estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizado em 2007, intitulado Capacidades institucionales para el desarrollo de políticas de fomento de la micro, pequeña y mediana empresa en América Latina y el Caribe, o SEBRAE era a única, dentre as 17 instituições de apoio às micro e pequenas empresas de países da América Latina e Caribe pesquisadas, a congregar funções em três patamares de ação diferentes. Segundo o estudo, o SEBRAE, como instituição de primeiro piso – função desempenhada majoritariamente pelos SEBRAE/UF –, oferece serviços diretamente a empreendedores e empresas; como instituição de segundo piso, provê recursos e supervisão às instituições de primeiro piso – função exercida majoritariamente pelo SEBRAE Nacional – e; como instituição de terceiro piso, cria a estrutura e a regulamentação para promover e organizar os recursos e as instituições do setor de micro e pequenas empresas – função, entre outras, de advocacy, muito ligada à Unidade de Políticas Públicas. Dificilmente o SEBRAE, com a criação da nova pasta ministerial, perderá suas funções de primeiro e segundo piso. Deverá haver, no entanto, conformação de competências no que tange à sua capacidade de servir como instituição de terceiro piso. A criação do novo ministério não deve, no entanto, ser pensada mesquinhamente, em termos de ganhos e perdas de poder institucional; a possível redução de poder do SEBRAE não é a questão central. O surgimento de pasta específica para o tratamento de micro e pequenas empresas deve ser analisado em termos gerais, da estrutura social e de mercado; interessa, portanto, refletir sobre a importância de comportar arranjos voltados aos pequenos negócios no país, o que, de fato, representa maior atenção ao problema da desigualdade social e à própria missão institucional a qual o SEBRAE se propõe resguardar.

E você, o que acha?

José Eduardo Dutra confirma a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Dilma Rousseff defende a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Lula sugere a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Arrivederci.

domingo, 14 de novembro de 2010

Em busca do modelo perfeito

Olá pessoal,

Na semana passada, Gary Hamel, eleito recentemente um dos mais influentes pensadores de negócios do mundo pelo The Wall Street Journal, afirmou, na HSM ExpoManagement 2010, que adaptar e inovar são os pilares dos modelos de gestão das empresas líderes. O SEBRAE Nacional, ao lançar o Programa Qualidade na Gestão (PQG), demonstrou sua predisposição a seguir esse caminho.

Modelo de Excelência da Gestão (MEG)
O PQG não é medida isolada. A mudança para a nova sede, a criação da universidade corporativa, o estabelecimento de metas mobilizadoras ousadas, a adoção de critérios para remuneração variável, a premiação de funcionários por suas realizações são apenas alguns exemplos de conquistas anteriores voltadas ao aprimoramento da gestão e ao maior reconhecimento dos colaboradores. Pretende-se, atualmente, alinhar as práticas de gestão do SEBRAE Nacional aos critérios estabelecidos pelo Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) preconizado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) serve como alicerce instrumental.

Conforme afirma Hamel, deve-se acreditar e aproveitar as idéias e a criatividade que surgem na própria organização. É importante apontar, nesse item, que o alinhamento aos critérios do PNQ não pretende – e esse não é o intuito da FNQ – que a adoção de sistemas e métodos pré-estabelecidos seja recomendada, mas que procedimentos vigentes sejam diagnosticados, de forma a se compreender possíveis lacunas e pontos positivos da instituição.

Deve-se reconhecer que há modelos distintos em que instituições como o SEBRAE Nacional podem se espelhar. O Google, considerada a melhor empresa para se trabalhar, de acordo com o The Great Place to Work Institute é, por exemplo, centro do novo paradigma de gestão. Eficiência, segundo esse paradigma, não mais encabeça o foco único das ações de gestão. A capacidade de se reinventar constantemente, de conceder maior liberdade aos funcionários, de buscar novas ferramentas e idéias é alvo primordial. Diminuir hierarquias e descentralizar estratégias são vistas pelo Google, bem como por Hamel, como trunfos importantes.

O Google é sonho de diversos trabalhadores, infelizes em instituições altamente burocráticas, rígidas e hierarquizadas. O SEBRAE Nacional, no entanto, não deve visualizar no Google sua fonte de cópia. Limitações orçamentárias e legais, por si, já o impediriam. A busca por um modelo SEBRAE de gestão que, embora limitado e repleto de imperfeições, represente o modo de agir da instituição, seus anseios e suas crenças deve ser o alvo maior. Creio, porém, que, como organização voltada ao conhecimento, o SEBRAE Nacional deve ter como objetivo estudar melhores práticas de gestão, atualmente caracterizadas por controles menos rígidos, maior liberdade criativa e incentivos à inovação. 


Working at Google


Google Video Recruitment


Google Song

Arrivederci.

domingo, 7 de novembro de 2010

A premissa maior de minha escolha

Olá pessoal,

Na última semana, foi repassada aos trainees a tarefa de sondar junto a tutores, gerentes e colegas de área SEBRAE/UF interessantes para a realização do terceiro rodízio, único na ponta, segundo linguajar da entidade. A proposta é elaborar plano de estágio em que constem informações referentes ao SEBRAE/UF escolhido, ao gestor do projeto contatado e às expectativas levantadas. Orientaram-nos a buscar projetos que contribuam para o direcionamento da carreira, o conhecimento dos desafios de determinada região brasileira, o desenvolvimento profissional em temas de interesse, entre outros aspectos. Refleti inicialmente sobre a atividade a ser desenvolvida e tirei algumas conclusões.

É evidente que há SEBRAE/UF mais efetivos que outros no cumprimento da missão institucional. O SEBRAE/MS foi finalista do Prêmio Nacional da Qualidade nos anos de 2002 e 2003, na categoria organizações sem fins lucrativos; o SEBRAE/MG está entre as 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com a pesquisa organizada pelo Great Place to Work Institute e; O SEBRAE/PR e o SEBRAE/RJ seriam ótimas fontes de contribuição à elaboração de meu projeto aplicativo, relacionado à construção de metodologia de planejamento da ação internacional do SEBRAE. O SEBRAE/RJ é parceiro do Sistema FIRJAN no que tange à promoção, apoio, fortalecimento e dinamização da atuação das empresas fluminenses na área internacional, por intermédio do Centro Internacional de Negócios, o CIN. O SEBRAE/PR, por seu turno, além de modelo de referência para atuação regional do sistema, conta com reconhecida ferramenta de geo-referenciamento e é responsável pelo gerenciamento do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias para Integração Transfronteiriça entre Micro e Pequenas Empresas do Mercosul e da América Latina, o CDT-AL. Minha escolha, no entanto, pende para a priorização de aspectos amplos, de conhecimento sócio-cultural, em detrimento das capacidades institucionais de cada entidade regional.

Creio que, atualmente, mais importante que o contato com ferramentas exemplares de gestão, instituições reconhecidamente eficazes e boas práticas em temas diversos é meu desenvolvimento como ser humano e cidadão sensível às diferentes realidades que me cercam. Não gostaria, a priori, de pautar minha escolha em termos de eficiência de gestão, mas sim, em aspectos sociais de determinado local e em meu relativo desconhecimento frente à sua realidade. Minha preferência, portanto, tende a recair em Estados da região Norte do país, uma vez que é composta por territórios com os quais nunca tive contato e, embasado em mero exercício comparativo, representa área da qual tenho menos conhecimento. Acredito que optar por SEBRAE/UF localizados no Norte do país não representa a priorização do exotismo ou do diferente. Pensar assim me parece, tal qual Edward Said nos demonstra na obra “Orientalismo”, construção deturpada da realidade, em que mistérios, perigos e relações de inferioridade são construídos de forma a caracterizar quem acreditamos ser diferente. Optar pelo Norte, em meu caso, representa o anseio de aprofundar minha visão de Brasil em toda a sua dimensão, de conhecer os diferentes públicos para os quais meu trabalho será direcionado, de ser capaz de constantemente me construir como cidadão atento às diferentes realidades. Ir para o Norte, creio, preencherá mais vazios que, hoje, carrego comigo.

Arrivederci.