Boa tarde de sábado pessoal,
Na última quarta-feira, assisti uma das mais interessantes palestras de toda minha vida. Ao abordar tema relativo à importância de inovar e o modo como se pode agir para atingir tal fim, Luciano Pires brotou uma semente de esperança. Inovar não seria inalcançável, mas algo relativamente simples e vital.
Pires deixou assente a essencialidade de se construir diferenciais a fim de não permitir aquilo que ele denomina “comoditização”. Este termo equivale à paridade; paridade que se tornou característica central de nossa sociedade, na qual investimentos em tecnologia não conseguem prover o mesmo resultado de outrora, pois a capacidade de cópia é sobremaneira elevada. A conseqüência dessa equalização de tecnologias é a ausência de estímulos, resultantes na incapacidade de imaginar. Sem incitações ao aprofundamento, há, conforme Pires indica, evidente “superficialização” de bens, serviços, processos, etc. A postura de temor surge em decorrência desta evidente “superficialização”, a qual incorre em fuga de responsabilidades e conseqüentemente em paralisia e mediocridade. A “comoditi” (termo em versão extraoficial) apresenta novo sentido para caracterizar o estágio em que tudo é igual, tudo com o mesmo valor.
O problema a ser enfrentado é ser ou não ser “comoditi”. Ser “comoditi”, para Pires, é uma decisão pessoal e depende de nossas atitudes e da percepção que ajudamos a construir de nossos produtos e serviços em nossos clientes. A empresa, portanto, não é definida por seus produtos e serviços intrinsecamente, mas por seus processos; fundamento que embasa a idéia de que a forma de fazer é mais importante do que o que é feito. Ao compreendermos que a percepção de valor é o que, de fato, define nossas decisões, estamos próximos de entender que há diversas variáveis que compõem o valor de um bem. Gerenciar valor meramente por preço dá a idéia de que é tudo é a mesma coisa, fato que relega a segundo plano demais características igualmente importantes para a formulação do valor. Em outros termos, valor e preço não são a mesma coisa e sua diferenciação deve ser objetivo central das empresas. Aprender a diferenciar é vital para não se tornar “comoditi”.
Inovar é meio, não fim; é fazer algo novo, não fazer algo melhor. A capacidade de inovar surge quando estímulos diversos são eriçados. Segundo o consultor pedagógico dos trainees do SEBRAE/NA, Antônio Carlos, a criatividade se impõe quando a massa crítica é acionada. Luciano Pires complementou essa idéia ao retratar que a inteligência surge quando surgem problemas; quebra de rotina é essencial para o processo criativo. Vê-se, portanto, que previsibilidade deve ser algo combatido, a fim de permitir a diferenciação e o fim do monopólio das “comodities”.Esta idéia é fundamental para qualquer pessoa que pretenda ser algo mais que um simples empresário. Ter "culhão" para enfrentar problemas e pensar criativamente é aspecto base do inovador. Não adianta seguir tendências, há de criá-las e constantemente modificá-las. A velocidade atual não permite que estacionemos em determinado ponto e esqueçamos de crescer. No fim das contas, tudo depende da percepção que ajudamos a criar. Fazer bem feito é importante, mas parecer fazê-lo como tal é vital.
Arrivederci.
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