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sábado, 28 de agosto de 2010

With a little help from my friends...

Boa tarde!

Preciso de ajuda! A proposta a mim feita por Paulo Volker de criar um modelo de análise de parceiros, com o qual a UAIN pudesse verificar a importância de determinada instituição para o SEBRAE e o modo como a relação está estruturada, ainda é um desafio. Consegui pensar em variáveis importantes, mas acredito que novas idéias são interessantes para a consolidação do trabalho. Por este motivo, proponho, hoje, uma maneira diferente de abordagem em meu post, em que vocês serão os responsáveis pelo incremento intelectual. Mais importantes que minhas considerações no desenvolvimento desta redação, portanto, serão os comentários por vocês elaborados. A participação de vocês contribuirá para o processo de inteligência do SEBRAE e será passo importante para a construção de modos de gestão em que intervenções diversas sejam absorvidas na estruturação de modelos internos de análise. O que vocês acham?

Gostaria que vocês refletissem sobre as seguintes questões (as frases entre parênteses servem apenas para instigar o pensamento):

1. O que permite considerarmos determinado país como relevante à atuação do SEBRAE? Há países com que o SEBRAE deve priorizar o relacionamento? Por quê?

(A existência de instituições congêneres ao SEBRAE, clara definição de MPEs, elevado IDH ou PIB per capita, por exemplo, podem ser consideradas variáveis importantes? Em que sentido?)

2. Que características permitem ao SEBRAE qualificar determinada instituição? Há parceiros de maior qualidade que outros? Como isso pode ser calculado?

(Instituições de maior orçamento, abrangência, transparência na gestão, força política e efetividade na realização de projetos, por exemplo, são mais qualificadas? Que escala e indicadores devemos utilizar? Maior qualidade é pré-requisito para maior interação do SEBRAE? Enfim, o que é mais relevante ao SEBRAE, relacionar-se com instituições mais qualificadas ou de maior importância à sociedade; como diferenciá-las?)

3. O que faz certa entidade ser mais importante para o SEBRAE do que outras? Por que alguns parceiros são mais estratégicos? Como verificar diferentes graus de importância?

(Prover recursos, possibilitar aprendizagem, manter projetos em conjunto, contribuir com o fortalecimento da imagem institucional são variáveis importantes? Por quê?)

4. Como analisar a maneira como está estruturado o relacionamento entre SEBRAE e determinado parceiro? O que podemos verificar como pontos fundamentais na relação entre instituições?

(Tempo, intensidade, formalidade no relacionamento são importantes? A eficácia do parceiro na execução dos projetos conjuntos, seu tempo de resposta e a afinidade entre membros devem ser considerados?)

O post é de vocês! Espero com isso proporcionar maior interatividade no blog e debates importantes à gestão do conhecimento no SEBRAE. Cada contribuição aqui será muito bem-vinda. Conto com vocês!!

Arrivederci.

domingo, 22 de agosto de 2010

Parceria, o que é?

Boa noite pessoal,

Como identificamos parceiros? Que critérios devemos utilizar, a fim de caracterizarmos relações de parceria? Essas questões, a meu ver, essenciais para o processo de inteligência do SEBRAE e, mais especificamente, da UAIN , são alvo de reflexão, hoje, em meu post.

O SEBRAE, como instituição de apoio às MPE's extremamente renomada, não pode se eximir da busca de maior presença internacional. Identificar boas práticas ou possibilitar cenários mais favoráveis à atuação de seu público-alvo são fatores que evidenciam a importância de consolidar a imagem da entidade externamente. O conceito de parceria se encaixa, nesse contexto, como fator essencial de análise da entidade. A caracterização de parceiros é medida imprescindível para estruturar estratégias coerentes e possibilitar o alcance de objetivos próprios.

A definição de parceiros merece destaque. Muitas vezes, generalizamos o conceito de parceria, atribuindo-o a instituições de importância variada frente a determinados relacionamentos. Parceria não prescinde de critérios e, evidentemente, não se aplica a relações de mercado, não podendo se estabelecer sob simples bases contratuais de compra e venda.

Relações de parceria têm objetivos específicos. Patrocínios, geralmente, buscam ampliar a visibilidade institucional da organização; projetos conjuntos visam, frequentemente, à obtenção de objetivos comuns e; intercâmbios se relacionam, principalmente, com a idéia de capacitação, conhecimento de contextos e metodologias. Parcerias não precisam estar fundadas em acordos ou contratos específicos - apesar de a formalidade na relação poder ser vista como critério para traçar relações de proximidade entre instituições -, mas não podem estar sujeitas à idéia empresa x cliente.

O SEBRAE tem que adotar critérios próprios para caracterizar seus parceiros. Parcerias, formais ou informais, visando a resultados intermediários ou finalísticos, sob bases tangíveis ou intangíveis devem ser pontos de análise. Em minha visão, cinco formas principais podem definir o tipo de relação entre o SEBRAE e seus parceiros. Concessão de recursos, realização de negócios, provimento de capacitação, desenvolvimento de estruturas de capilaridade e fortalecimento da imagem são os aspectos básicos a serem considerados.

Recursos, negócios, capacitação, capilaridade e imagem conformar rol, possivelmente, taxativo relacionado à maneira como parcerias entre o SEBRAE e qualquer entidade, órgão ou rede devem ser estruturadas. Os cinco critérios expostos são cumulativos e não excludentes, tendo em vista a heterogeneidade dos elos institucionais. Parceria, mediante a concessão de recursos para projetos e atividades podem ser vistas, geralmente, em relacionamentos com bancos multilaterais. A realização de negócios não se caracteriza por relações mercadológicas de oferta e demanda, mas de estruturação de projetos e atividades conjuntos entre determinada instituição e o SEBRAE. Treinamentos, cursos, seminários, repassa de boas práticas, entre outros, caracterizam processos de parceria com base na capacitação. A possibilidade de desenvolvimento de projetos do SEBRAE em lugares diversos, como o Desafio SEBRAE na América Latina, caracteriza as relações de capilaridade, enquanto o fortalecimento da imagem corresponde a relacionamentos que permitem a ampliação da visibilidade institucional do SEBRAE, conforme evidenciado em alianças com organizações como a UNESCO ou o PNUD. 

O conceito de parceria e seus critérios, aqui apresentados, estão longe de caracterizar entendimento unânime do tema. Fundamentações objetivas e estruturação do conteúdo ainda são etapas a serem preenchidas, entretanto, a exposição inicial já foi realizada. Incipiente e carente de comprovações empíricas, mas embasada em considerações lógicas, próxima à realidade e, fundamentalmente, um convite à reflexão: é assim que caracterizo a proposição, esta noite, elaborada.

Arrivederci.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Meio-termo do exercício comparativo

Boa noite a todos,

Hoje, gostaria de abordar questão relativa aos cuidados a serem providenciados em exercícios comparativos. Após questionamentos, na Universidade Corporativa SEBRAE, sobre vantagens e desvantagens de se comparar estatísticas relativas à MPEs em distintos países, percebi que é, de fato, muito difícil achar denominadores comuns para análise do segmento MPE. Apresento minha resposta:

É importante enfatizar, em primeiro lugar, que os critérios para caracterizar MPE estão longe de constituir bloco unânime de entendimento. Se concentrarmo-nos apenas na América Latina, veremos que, enquanto o critério argentino se embasa em vendas anuais, o México tem o número de empregados como alicerce, o Uruguai apresenta o número de empregados, de vendas e de ativos como critério e o Mercosul, com juízo próprio, prevê a análise de um coeficiente de tamanho específico, composto por duas variáveis e dois parâmetros pré-estabelecidos. Comparar estatísticas que não, necessariamente, representam o mesmo segmento, ou, simplesmente, representam idéias diferentes de um mesmo conceito é um risco. Pode-se argumentar que países têm realidades distintas, e critérios de MPEs devem ser estabelecidos caso a caso (do mesmo modo que o módulo rural, no Brasil, varia de região para região). Esse argumento, em si, já introduz a dificuldade de comparar países de realidades distintas; fato que representa a maior desvantagem nessa análise comparativa.

A vantagem, no entanto, parece-me clara, no sentido de que, apesar de cenários diferentes, o SEBRAE pode se espelhar em exemplos externos, a fim de incrementar sua atuação e contribuir com a evolução do setor. A análise de boas práticas em gestão, legislação e projetos pode ser fator de referência à atuação do SEBRAE (justificando a existência da UAIN). O benefício do exercício comparativo é, neste sentido, a possibilidade de verificar diferentes contextos e captar, tendo em vista certas peculiaridades, algumas práticas. Não se pode esquecer, no entanto, que a maior contribuição de MPEs em países específicos não quer dizer, necessariamente, que a estrutura de incentivo às MPEs é robusta e mais qualificada. A realidade pode demonstrar justamente o contrário – a falta de incentivos e investimentos e a conseqüente fragilidade ou inexistência de grandes empreendimentos no país.

Verifiquei, em minha resposta, que a análise comparativa, para atingir graus maiores de confiabilidade, deve corresponder a critérios minimamente equivalentes. Isto, no entanto, não tira o mérito de análises qualitativas de projetos de incentivo e do ambiente para formação de negócios. Cuidados e ressalvas são importantes, mas não se pode cair num relativismo pós-moderno em que nenhum conceito se aplique, simplesmente, por não corresponder igualmente aos mesmos objetos de análise em cenários distintos. O meio-termo me parece mais racional.

Arrivederci.

sábado, 14 de agosto de 2010

Benefícios da comunicação

Olá,

O tema de hoje corresponde a uma percepção pessoal relativa à gestão interna do SEBRAE. As duas últimas semanas revelaram uma faceta da entidade em que trabalho que, até então, desconhecia: a intensidade das medidas de marketing interno como forma de estímulo e incremento da qualidade de trabalho.

O marketing iniciou mostrando sua força na semana passada. Após o Sistema SEBRAE ter atingido as metas 1 e 3, um pano preto com os dizeres "Essa novidade nós não vamos conseguir esconder por muito tempo. Apareça aqui às 14h e confira" tampou, logo pela manhã, o painel indicador da proporção das metas batidas. Os colaborades do SEBRAE desceram ao térreo, no horário pré-marcado, a fim de verificar de qual novidade se tratava. O presidente, Paulo Okamotto, logo após discursar sobre a importância do alcance das metas para a instituição e para sociedade, retirou, em companhia do diretor técnico, Carlos Alberto dos Santos, a faixa que escondia a novidade. A cerimônia foi acompanhada por dezenas de colegas de trabalhos, os quais saborearam bombons como forma de comemoração da meta alcançada. Uma semana mais tarde, a medida foi repetida, com o alcance da meta 4. Ao voltarmos do almoço, deparamo-nos com uma caixinha contendo um bombom e sugerindo-nos saborear a conquista desta nova meta.

Nova Sede do SEBRAE Nacional
Nesta semana, a publicidade se intensificou. O lançamento do projeto Qualidade no Ambiente de Trabalho foi a grande amálgama dos colegas de trabalho, com o intuito de implementar medidas de descarte, limpeza e higiene. Sob um clima de viagem à nova sede do SEBRAE, o encontro contou com "discursos" de aeromoça, painéis com o slogan Tempo de Mudar e a presença de atores transformados em piloto e comissiária de bordo. Ao final da semana, o Kick-off - mais especificamente, o ponta-pé incial do projeto nas unidades - foi permeado por este clima de vôo, sendo entregue, pelas mãos do piloto e da comissário de bordo, mais uma vez presentes, cartões-postais com a foto da nova sede do SEBRAE.

Verifca-se que o marketing interno é essencial ao bom funcionamento de uma entidade. Medidas de recompensa e elevação da qualidade de trabalho são motores de desempenho dos trabalhadores. Projetos, atividades e conquistas devem ser celebrados e magnificados pelo SEBRAE, bem como por seus colaboradores, por serem capazes de orientar ações e não impedir o esquecimento  da importância da instituição e de seus membros. Publicidade como meio de integração de equipes é fundamental para a fiel execução dos objetivos de uma instituição. Acredito, no entanto, que esse potencial enorme, levado a cabo por nossa instituição, poderia ser de maior uso externo, a fim de permitir à sociedade em geral maior conhecimento relativo ao objeto de nosso esforço e os meios de alcançá-lo.

Arrivederci.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Definição

Olá pessoal,

Depois de dias de incerteza, acredito que meu plano de trabalho está, enfim, definido. Várias metodologias e alternativas foram propostas. Algumas, a meu ver, um tanto quanto trabalhosas e, possivelmente, ineficientes; outras, limitadas do ponto de vista intelectual e de resultados. Após a reunião de terça-feira, no entanto, meu foco de trabalho se tornou mais claro, apesar de alguns pontos ainda merecerem reflexão.

Meu trabalho, hoje, consiste na identificação de parceiros latino-americanos relevantes ao Sistema SEBRAE e a consequente caracterização dessa relação. Esta análise deverá ser realizada na wiki interna do SEBRAE, mais especificamente no sistema da Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN), conhecido como Interlogos. Acredito que, apesar de algumas dificuldades, como a captação de informações esparsas - muitas vezes apenas na cabeça dos colegas de unidade -, o acesso a dados relativos às MPE's de países latino-americanos e minhas limitações na área de informática, a proposta de trabalho é relativamente razoável.

O plano de ação, no entanto, ainda não foi elaborado. Devido a choques entre as agendas do gerente da UAIN, Vinícius Lages, e do analista responsável por meu plano de trabalho, Paulo Volker, as metas, o cronograma e as atividades ainda não foram definidos. Estou, entretanto, adiantando o trabalho, a fim de elaborar um esboço do que será apresentado pela frente.

Estes problemas, aqui mencionados, foram tratados na reunião que tive com meu tutor, Ronaldo Starling, hoje pela manhã. Ciente desta lacuna, Ronaldo recomendou que elaborasse uma espécie de diário descrevendo o que fora contratualizado entre mim e a UAIN, além de minhas ações, com o intuito de demonstrar meu real desempenho e as limitações que me afligiram no decorrer do tempo. Seguirei este conselho.

Por fim, gostaria de frisar que a UAIN é fascinante. Não somente as pessoas que a compõem são solícitas e pró-ativas, como, as oportunidades de crescimento são enormes. Identifico sérios entraves ao efetivo funcionamento da unidade e acredito que isso, mais do que uma barreira à execução de meu trabalho, é uma possibilidade de mostrar meu valor. Entendo, portanto, que, apesar de vários problemas, como: a limitada memória institucional, uma vez que a maioria das informações carecem de registro escrito; a falta de propostas efetivas de projetos, por meio de redes internacionais sólidas; a lacuna existente no próprio sistema interno de cadastro de parceiros e missões; o incipiente relacionamento com entidades internacionais e os fracos vínculos institucionais, entre outros, dão margem para que minha atuação não se concentre apenas no meu plano de trabalho, mas que possa mirar objetivos maiores de profissionalização da atuação da unidade. Espero, dessa forma, ter chances de mostrar que posso mais do que trabalho burocrático.

Arrivederci.

domingo, 8 de agosto de 2010

Mãos à obra


Boa noite a todos,

Julgo necessário, hoje, tratar sobre minha primeira semana de trabalho, no primeiro rodízio dentro do SEBRAE Nacional, na unidade de assessoria internacional - UAIN.

A semana de trabalho começou, de fato, na terça-feira. Fui apresentado aos colegas de unidade e ao meu plano de trabalho inicial. O dia foi voltado à familiarização com o ambiente, com os sistemas e com a proposta de trabalho em si. A semana toda, na verdade, teve esse foco de aprendizagem. 

A UAIN é repleta de pessoas inteligentes e bem articuladas. Vi, no entanto, que há diversas lacunas na unidade, nas quais acredito poder contribuir. Uma delas se refere ao sistema de cadastro de parceiros, o qual, ainda incipiente, apresenta limitações à atuação mais efetiva do SEBRAE. É basicamente esse o foco, a priori, de minha atuação. 

O plano de trabalho se embasa na idéia de analisar e avaliar os parceiros do SEBRAE, do ponto de vista de suas boas práticas e capacidade de inovação. Há idéias divergentes entre os colegas de unidade no que se refere ao que deve ser feito, entretanto o objetivo é evidente: incrementar o diálogo do SEBRAE com seus parceiros, criar mecanismos de inteligência relacional e tornar a atuação da instituição mais sólida e embasada no que há de melhor no mercado.

Considerando as diversas opiniões sobre o assunto resolvi conversar com os membros da UAIN e avaliar suas propostas. Devido à falta de consenso e alinhamento inicial quanto ao plano, tomei a iniciativa de agendar reunião entre os colegas de unidade, a fim de identificar um denominador comum para minha atuação. A reunião a acontecer nesta terça-feira, portanto, será o ponto inicial de meu trabalho. Esperemos pelo dia 10 de agosto para verificarmos qual será minha linha de ação. Até lá há muito a se fazer e propostas a elaborar. Vejamos qual será meu futuro, afinal.


Arrivederci.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Raízes do atraso?

Boa noite pessoal,

Na última segunda-feira, nós, trainees do SEBRAE Nacional, debatemos, com a mediação de Marina Laura e Carlos Eduardo Santiago, conceitos extraídos da obra Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda e seus possíveis elos com a realidade encontrada nas visitas aos SEBRAE's-UF's.

Verificou-se a peculiaridade de certos traços do povo brasileiro. Os problemas de planejamento, o ímpeto personalista e as barreiras ao associativismo, a lógica cultural patrimonialista, a busca pela inteligência meramente ornamental, a dificuldade em separar o domínio público do privado, o impulso à aventura e ao dinheiro fácil, os estímulos à constante troca de carreira por oportunidades aparentemente mais lucrativas, a afeição por modelos de relacionamento afetivos e pessoais, a aversão a ritualismos e hierarquias foram apenas alguns dos temas ressaltados. A conclusão mais importante, para mim, no entanto, encaixa-se menos dentro desses tópicos e mais na observação do traço geral de nosso povo.

Após horas de debate, percebi - fato que talvez não tivesse apreendido não fosse essa atividade - que o brasileiro não deve, segundo Holanda parece indicar em sua obra, "abdicar" - ou simplesmente mitigar o efeito - de suas raízes - no caso, ibéricas - para avançar no modelo ocidental de civilização. Holanda, conforme Paulo Volker, analista da Unidade de Assuntos Internacionais, ressaltou em sua intervenção, baseou seu livro em considerações acerca do caráter ibérico do brasileiro, esquecendo, ou talvez não tendo as informações necessárias à época, de que somos algo mais; uma mistura de povos heterogêneos. Não devemos, tampouco, creditar Portugal ou Europa como modelos sociais a ser seguidos. Culturas indígenas, africanas, entre outras, embasam-se, possivelmente, em crenças diferentes e valores que não devem se subjugar ao modelo europeu. O brasileiro é o que é. Não é o simples produto do povo ibérico aqui trazido no século XVI. Somos a síntese de misturas, passadas e correntes, de povos e não devemos renunciar nossos valores, crenças e modelos mentais para, simplesmente, "enquadrarmo-nos" na ordem cultural ocidental moderna.

Não somos, e acredito que Holanda não pretendeu sinalizar dessa maneira, um Estado meramente patrimonialista ou repleto por indíviduos unicamente "aventureiros". Raízes do Brasil, acredito, aponta para tendências entre modelos ideias distintos, ou seja, modelo patrimonial ou gerencial são apenas dois extremos de um mesmo tema. Para mim não importa se adquirimos mais aspectos relacionados a posturas patrimonialistas, até por não considerar esses tipos ideais como etapas a serem seguidas. O que importa é, dado nossa cultura e crenças, sermos capazes de otimizar nossas características de forma a torná-las impulsionadores de nosso bem-estar.

Nós brasileiros não deveríamos nos preocupar em copiar modelos externos de conduta ou padrões morais alienígenas. Somos um país com história e cultura próprias. Falta-nos, às vezes, reconhecermo-nos como únicos e valorizarmo-nos como um povo. 

Arrivederci.