Olá pessoal,
O abalo sísmico de sexta-feira, 08 de outubro, selou o término de meu primeiro rodízio, na Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN) do SEBRAE Nacional. Esse período certamente ficará marcado em minha memória. Trabalhei, aprendi, interagi e, principalmente, fiz amizades. Agora é hora, no entanto, de iniciar novas atividades em uma área sobremaneira distinta, a Diretoria de Administração e Finanças (DAF). O segundo rodízio começa amanhã; a ansiedade equivale à que senti em momentos prévios ao início de minha atuação na UAIN. Acredito que as atividades dessa última semana permitiram, no entanto, novas reflexões sobre meu papel como indivíduo, cidadão e profissional; pensamentos que levarei comigo para o próximo rodízio.
A curta semana foi iniciada logo após o feriado. Na quarta e quinta-feira, nós, trainees do SEBRAE Nacional, participamos de um seminário voltado a permitir momentos de auto-reflexão sobre o modo como nos relacionamos, acessamos nossos sentimentos e expomos nossas “verdades”. Aquilino Sehn, condutor do seminário “O Elemento Humano”, ressaltou a importância de atitudes de abertura nas relações interpessoais; a maneira como escolhas anteriores moldam o presente e o futuro; e a necessidade de garantirmos equilíbrio nas dimensões física, racional, emocional e espiritual, a fim de alcançarmos perspectivas mais humanas de vida. “O Elemento Humano” foi fundamental: ao permitir conhecermos o grupo de maneira mais íntima e entrarmos em contato com nós mesmos de modo centrado e profundo, o seminário evidenciou a necessidade de instituições modernas investirem na dimensão humana de seu quadro profissional. Componentes da era do conhecimento, empresas cada vez mais direcionam recursos para capacitação técnica. A dimensão humana, variável central do sucesso de equipes de trabalho, permanece negligenciada. Aquilino Sehn foi capaz de provar, ao menos a mim, a essencialidade desse tipo de investimento.
| Trainees no seminário "O Elemento Humano" |
Na sexta-feira, Paulo Volker, analista da UAIN, ministrou oficina sobre ética. Aqueles que pensaram que conceitos, teorias e doutrinas comporiam o eixo central da atividade se enganaram. Didaticamente, Volker conseguiu abordar assunto delicado de modo interativo, dinâmico e reflexivo. Fomos instigados a construir, parcialmente, um código de ética para o SEBRAE e identificar possíveis soluções a desvios de conduta identificados. Creio que as reflexões surgidas naquele dia permitiram a visualização de que quebras éticas não estão relacionadas a conhecimento – o grau de instrução não interfere na realização de condutas antagônicas ao preconizado socialmente -, mas, sim, às “fomes”, aos diversos anseios que acometem os indivíduos. Construir padrões de conduta, canais de denúncia e comissões de julgamento ético são imprescindíveis. Volker vai além: acredita que profissionais devem antes ser contratados por sua conduta ética – fator, para ele, mais primordial que o conhecimento técnico.
As atividades da semana quebraram a rotina de trabalho voltada a resultados em que nos encontrávamos. Reflexões sobre diversos aspectos comportamentais foram a tônica desses dias. Acredito que momentos direcionados a ponderar sobre aspectos ligados a personalidade, conduta, relacionamento, entre outros, devem ser explorados. Organizações são compostas por pessoas; ignorar a centralidade da dimensão humana é pôr em risco sua existência.
Arrivederci.
Esta semana foi de grande aprendizado mesmo, Dudu!! E o maior deles foi conhecer nosso Elemento Humano e compartilhar com os colegas trainees as reflexões sobre as diferentes verdades que, acima de tudo, devem ser respeitadas.
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