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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fim de jogo

Bom dia pessoal,

Após dois dias de intensa atividade, o Desafio SEBRAE Colaboradores, teve ontem, 16 de dezembro, às 16h30 seu término decretado. A Ossos de Abutre (ODA) buscou até a última rodada alcançar o topo; o resultado, porém, ainda é incerto. Com base na dinâmica de jogo construída, nossa equipe dificilmente conquistará o primeiro lugar; a experiência, no entanto, foi incrível.

Gostaria de agradecer a Alberto, Francisco, Heitor e Paulo que, comigo, formaram uma equipe vencedora. Afinal, chegar até a última etapa, consagrando-se como parte dos 40 colaboradores, dentre os 2.333 inscritos, que participaram da final já é uma vitória.   Agradeço a vocês por terem efetivamente permitido chegarmos tão longe.

A ODA foi uma equipe horizontal; autoritarismos não tinham espaço para florescer em seu meio. Alterar o rumo tomado não era problema, uma vez que pensamentos fechados também não incorporavam a prática do grupo. A evolução ao longo das etapas e rodadas foi impressionante; a capacidade de buscar respostas mais claras às situações que se apresentavam era o motor desse aperfeiçoamento.

O resultado final será apresentado hoje, a partir das 20h, durante a cerimônia de confraternização dos colaboradores do SEBRAE/NA. Sabemos da dificuldade de sermos consagrados vencedores. Sabemos também que o mais importante foi a constituição de equipe determinada, comprometida com o objetivo do jogo, mas principalmente com o respeito. Entramos na competição como colegas, saímos como amigos.

Arrivederci.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ossos de Abutre

Olá pessoal,

Após dois meses, nove rodadas e diversas eliminações, o Desafio SEBRAE Colaboradores, enfim, adentra na reta final. A derradeira etapa acontecerá entre os dias 14 e 17 de dezembro de 2010, na antiga sede do SEBRAE Nacional, em Brasília; e contará com a presença de oito equipes. Representantes do SEBRAE Nacional e das unidades de Alagoas, Distrito Federal, Pará e São Paulo se reunirão para disputar uma viagem de uma semana para Argentina, Peru ou Colômbia. A equipe Ossos de Abutre (ODA), da qual sou parte, é uma das representantes do ente nacional do SEBRAE nessa fase. Escrevo, hoje, sobre o trabalho em equipe desempenhado pela ODA e a expectativa para a final.

Equipe formada por três trainees – Alberto Vallim, Heitor Gama e Eduardo Golin -, um estagiário – Francisco Tabosa -, e um analista do SEBRAE Nacional – Paulo Volker -, a Ossos de Abutre entrou no Desafio SEBRAE Colaboradores como franca atiradora. Experiência definitivamente não era seu forte. Após pífio resultado na rodada inicial da primeira fase, a Ossos de Abutre poderia, sem remorso, ter desistido do jogo. Viu-se, logo, o contrário. Os membros da equipe mostraram-se capazes de reverter a situação, alcançar a primeira colocação da chave e, conseqüentemente, garantir o acesso à segunda fase da competição.

A primeira rodada da segunda fase, tal qual acontecera anteriormente, não rendeu bons resultados. Mais uma vez a ODA teve que batalhar para atingir seu objetivo maior. Dedicação e processo democrático de decisão foram alicerces da equipe, construídos e desenvolvidos ao longo das rodadas. Na última rodada da segunda fase, essas características pareciam não ser suficientes para o sucesso do grupo. Embora em primeiro lugar da chave, a pontuação de aproximadamente 89,00 não era o bastante para o acesso à final. Com pitadas de sorte e muito esforço, a Ossos de Abutre, no entanto, conseguiu atingir pontuação de 97,33 na derradeira decisão, somando 91,65 em seu saldo acumulado. O resultado foi a classificação em quinto lugar para a final, ranqueada em primeiro entre os competidores do SEBRAE Nacional.

DS000DD1 - OS FILHOS DE APOLO
94,1532 Acumulado


DS000E34 - ARAPIRASA
94,0852 Acumulado


DS000E2E - CLAVI DE SOL
93,3515 Acumulado


DS000DA7 - MUSIC STARS SEBRAE
92,4184 Acumulado


DS000D77 - OSSOS DE ABUTRE
91,6546 Acumulado


DS000E5D - SONORA
91,5467 Acumulado


DS000D85 - BAQUETADA BA
90,9228 Acumulado


DS000E32 - DÓ MAIOR
90,907 Acumulado

Parece inacreditável que  a Ossos de Abutre tenha chegado tão longe. Penso, no entanto, que, para você leitor, mais inacreditável do que a ida da ODA para a final seja a própria capacidade de uma equipe colocar tal denominação para representá-la. Afinal, por que Ossos de Abutre? Seria por conta de fanatismos obscuros de seus membros? Tendências heterodoxas permeariam a mente da equipe? Não, a resposta é muito mais simples do que isso; está relacionada ao fato de a edição atual do Desafio SEBRAE Colaboradores ter como tema a indústria de instrumentos musicais. A ODA, sob essa perspectiva, foi assim denominada em homenagem ao instrumento musical mais antigo do mundo, uma flauta de 35 mil anos feita de osso de abutre, encontrada na caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha, pela equipe do arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen (Alemanha). Como se vê, inclinações das trevas não representam a justificativa da alcunha concedida.
 











Sem mais, deixo esse post na esperança de brindar o blog com mensagens ainda mais alegres na próxima semana.

Arrivederci.



Nota 1: A Flauta de Hohle Fels pode ser considerada o instrumento musical mais antigo do mundo, caso refutarmos a hipótese levantada, em 1995, pelo arqueólogo Ivan Turk. À época, Turk sugeriu que um osso de urso, datado de 43 mil anos, encontrado numa caverna da Eslovênia, fosse uma flauta usada por Neandertais. A Flauta de Divje Babe, como ficou conhecida posteriormente, teve sua natureza musical posta em cheque, devido a considerações a respeito dos furos nela encontrados. Para alguns arqueólogos, os orifícios não foram executados por razões sonoras; eram simplesmente marcas de dentes de um animal carnívoro.


Nota 2: Amostra do som produzido por réplica da Flauta de Hohle Fels.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sistema de gerenciamento de parceiros internacionais

Boa tarde pessoal,

Transcrevo abaixo parte da fundamentação de meu projeto aplicativo.

A redução dos custos de transporte e comunicação, os progressos na área de tecnologia da informação e a maior integração entre os diversos atores internacionais ocorridos nas últimas décadas, em decorrência do robustecimento do fenômeno da globalização, vêm paulatinamente ocasionando a elevação do fluxo de informações em escala mundial. Filtrar, organizar e classificar dados não mais é opção às entidades que compõem os diferentes jogos, revestindo-se em imperativo para análise de desempenho, busca de oportunidades, identificação de relações e conseqüentemente para a própria sobrevivência de organizações e entes diversos.

Com o propósito de transformar a ampla gama de dados em subsídios relevantes para a tomada de decisão das diferentes instituições e responder ao fenômeno de bombardeamento informacional, sistemas de Business Intelligence (BI) surgiram. Na esfera empresarial, soluções informatizadas que permitem, via coleta e tratamento, a transformação de dados em informações estratégicas, os sistemas de BI encabeçam, atualmente, uma das alternativas mais interessantes de suporte à consecução de objetivos organizacionais. Classificar clientes, gerenciar canais de vendas, detectar oportunidades são práticas, portanto, amplamente possíveis com a implementação de ferramentas informatizadas alinhadas aos propósitos institucionais.

A adoção de plataformas tecnológicas que permitam armazenar, classificar e avaliar informações tornou-se uma das preocupações centrais da Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN) do SEBRAE Nacional nos últimos anos. A unidade, no entanto, carece de instrumentos de BI voltados a identificar oportunidades, falhas e riscos em seu processo de articulação internacional.

Há, na UAIN, elevada carga de missões e de contatos, de qualquer espécie, com instituições públicas e privadas internacionais. O conhecimento adquirido nesse processo de relacionamento ainda precisa ser sistematizado, de forma a compor estrutura de suporte a decisões institucionais. O projeto a ser construído insere-se nessa perspectiva. Propõe-se, dessa forma, a estruturar sistema de gerenciamento de parceiros internacionais voltado a categorizar, prioritariamente, a importância potencial e real de determinadas instituições para o SEBRAE e a proximidade do relacionamento interinstitucional estabelecido. Pretende, portanto, instrumentalizar ferramenta de BI, georreferenciada, que permita visualizar os esforços empreendidos pelo SEBRAE e seu potencial de retorno, identificar oportunidades e gargalos nos processos de relacionamento, traçar metas de articulação e aperfeiçoar avaliações de resultados.

Parceiros são importante fonte de agregação de valor. Seja por, entre outros motivos, promover eventos de mercado, possibilitar networking com sua rede de contatos ou transferir boas práticas de gestão, a formação de parcerias é relevante fator de desenvolvimento institucional. A construção de redes de relacionamento, no entanto, deve ser monitorada. Não é prudente que o processo de inserção internacional seja realizado de modo desorganizado, sem a devida aferição de custos e benefícios. Identificar as reais possibilidades de contribuição de determinada instituição à prática organizacional e os custos decorrentes dessa relação é fundamental; verificar os gaps entre potencial de contribuição e efetiva realização é importante para a instalação de metas de relacionamento e; visualizar a rede de contatos de forma ampla é vital para a elaboração de estratégias de atuação. Avaliar aspectos que fundamentam o relacionamento com determinadas instituições, de modo a compreender as diferentes razões pelas quais a estratégia internacional é motivada e identificar parceiros a serem priorizados em seu processo de diálogo será tarefa central do sistema a ser implantado; permitir eficaz gerenciamento de parcerias internacionais será a transformação decorrente.


Arrivederci.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Quando vivemos a História

Pessoal,


Os eventos de inauguração da nova sede do SEBRAE Nacional, ocorridos na última quarta-feira, 24 de novembro, foram simplesmente excepcionais. Enquanto o evento diurno, voltado restritivamente aos colaboradores da entidade, tratou, também, de temas como a expansão da Universidade Corporativa, o lançamento do Programa de Qualidade na Gestão e de homenagens diversas, o noturno restringiu-se a apresentar a nova casa do SEBRAE Nacional a autoridades, parceiros, jornalistas e demais convidados. Dois momentos diferentes para comemorar um fato histórico.

Desenho Nova Sede do SEBRAE Nacional, por GrupoSP

Alguns acontecimentos são inesquecíveis e incorporam o centro de memórias individuais, coletivas, institucionais; os ocorridos em 24 de novembro, definitivamente, encaixam-se nessa categoria. Esses eventos formalizaram a existência e essencialidade dos 24 mil metros quadrados de área construída nos quais nós, colaboradores do SEBRAE Nacional, vimos nos familiarizando nas últimas semanas. A presença de embaixadores, deputados, governadores, ministros e do próprio Presidente da República evidenciam o valor do episódio; mais ainda, a importância do SEBRAE como instituição indutora do desenvolvimento nacional.

Espero que esse dia fique marcado como um momento de inflexão, que permita o desabrochar de novas oportunidades e o desenvolvimento de perspectivas ainda mais audaciosas; que possa ser tão comemorado quanto o foi 14 de dezembro de 2006, dia histórico para o SEBRAE em seu caminho de apoio às micro e pequenas empresas, conforme se vê no vídeo abaixo.



Arrivederci.

sábado, 20 de novembro de 2010

As micro e pequenas empresas no governo

Boa tarde pessoal,

Entre as notícias mais veiculadas da última semana está a confirmação por José Eduardo Dutra, presidente do PT, da composição de nova pasta na Esplanada dos Ministérios, durante o governo de Dilma Rousseff: a da Micro e Pequena Empresa. Assunto bastante difundido durante a campanha presidencial, a criação do novo ministério parece ser ponto convergente entre os petistas. Perguntas, no entanto, não cessam: Qual seria a utilidade prática de se criar um novo ministério? Estaria o governo Dilma apenas inchando a máquina estatal, ramificando temas facilmente congregados em uma única estrutura? A criação de nova pasta teria como função precípua a acomodação de cargos para aliados? Que funções caberiam, agora, ao SEBRAE? Gostaria de concentrar esse post em reflexões pessoais acerca dessas questões. Convido todos a participar e contribuir ao debate.

A pasta de Micro e Pequenas Empresas é tema destacado pelo PT desde, pelo menos, abril de 2010. Na ocasião da 17ª Semana de Capacitação do SEBRAE, o presidente Lula apontou, na plenária do evento, a incompatibilidade de um mesmo ministério comportar interesses dos grandes e pequenos empresários. Comparando as funções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), voltado aos grandes produtores rurais e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) preocupado com agricultores familiares, Lula ressaltou a importância de relegar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) o trato com grandes empresários e tornar os interesses dos pequenos negócios comportados por nova estrutura específica. Diferenciar o tratamento dado aos micro e pequenos empresários seria, em sua visão, fundamental.

A visão de Lula sobre o tema – compartilhada por Dilma e pelo próprio Ministro do MDIC, Miguel Jorge – é interessante, ao tentar abarcar diferentes segmentos em estruturas que lhes concedam maior atenção. Resta dúvida, no entanto, referente à criação de novas estruturas ministeriais ser a forma mais propícia para fielmente atender aos diferentes interesses que se põem. Alguns argumentariam que conceder maior força ao Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas (DEPME) subordinado à Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do MDIC ou, até mesmo, transformar o departamento em secretaria poderia, por si, cumprir com a aspiração de tratamento diferenciado. Em termos práticos, porém, é evidente que com a criação da nova pasta, o maior aporte de recursos voltados ao setor, a possibilidade de especialização e de apoio a temas específicos e o próprio movimento de conceder maior sinalização e relevância às micro e pequenas empresas (MPE) serão importantes fatores para o desenvolvimento.

Esplanada dos Ministérios ao cair da tarde, por Marcio Negrão
É inegável que quanto maior o número de pastas ministeriais, maior a capacidade de acomodar interesses de aliados. É quase inegável, no entanto, que o novo ministério será ocupado pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira, escalado, há muito, para auxiliar o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, a pensar sobre o programa de governo de Dilma. A lógica de criação do novo ministério aparenta, portanto, mais uma constatação da importância do segmento de micro e pequenas empresas para o desenvolvimento nacional, principalmente após o papel desempenhado durante a crise, do que manobra para alocar interesses diversos.


O novo arranjo de poder a ser construído pela equipe de Dilma deverá, ainda, definir os campos de ação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas e do SEBRAE. É interessante notar que em estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizado em 2007, intitulado Capacidades institucionales para el desarrollo de políticas de fomento de la micro, pequeña y mediana empresa en América Latina y el Caribe, o SEBRAE era a única, dentre as 17 instituições de apoio às micro e pequenas empresas de países da América Latina e Caribe pesquisadas, a congregar funções em três patamares de ação diferentes. Segundo o estudo, o SEBRAE, como instituição de primeiro piso – função desempenhada majoritariamente pelos SEBRAE/UF –, oferece serviços diretamente a empreendedores e empresas; como instituição de segundo piso, provê recursos e supervisão às instituições de primeiro piso – função exercida majoritariamente pelo SEBRAE Nacional – e; como instituição de terceiro piso, cria a estrutura e a regulamentação para promover e organizar os recursos e as instituições do setor de micro e pequenas empresas – função, entre outras, de advocacy, muito ligada à Unidade de Políticas Públicas. Dificilmente o SEBRAE, com a criação da nova pasta ministerial, perderá suas funções de primeiro e segundo piso. Deverá haver, no entanto, conformação de competências no que tange à sua capacidade de servir como instituição de terceiro piso. A criação do novo ministério não deve, no entanto, ser pensada mesquinhamente, em termos de ganhos e perdas de poder institucional; a possível redução de poder do SEBRAE não é a questão central. O surgimento de pasta específica para o tratamento de micro e pequenas empresas deve ser analisado em termos gerais, da estrutura social e de mercado; interessa, portanto, refletir sobre a importância de comportar arranjos voltados aos pequenos negócios no país, o que, de fato, representa maior atenção ao problema da desigualdade social e à própria missão institucional a qual o SEBRAE se propõe resguardar.

E você, o que acha?

José Eduardo Dutra confirma a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Dilma Rousseff defende a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Lula sugere a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa

Arrivederci.

domingo, 14 de novembro de 2010

Em busca do modelo perfeito

Olá pessoal,

Na semana passada, Gary Hamel, eleito recentemente um dos mais influentes pensadores de negócios do mundo pelo The Wall Street Journal, afirmou, na HSM ExpoManagement 2010, que adaptar e inovar são os pilares dos modelos de gestão das empresas líderes. O SEBRAE Nacional, ao lançar o Programa Qualidade na Gestão (PQG), demonstrou sua predisposição a seguir esse caminho.

Modelo de Excelência da Gestão (MEG)
O PQG não é medida isolada. A mudança para a nova sede, a criação da universidade corporativa, o estabelecimento de metas mobilizadoras ousadas, a adoção de critérios para remuneração variável, a premiação de funcionários por suas realizações são apenas alguns exemplos de conquistas anteriores voltadas ao aprimoramento da gestão e ao maior reconhecimento dos colaboradores. Pretende-se, atualmente, alinhar as práticas de gestão do SEBRAE Nacional aos critérios estabelecidos pelo Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) preconizado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) serve como alicerce instrumental.

Conforme afirma Hamel, deve-se acreditar e aproveitar as idéias e a criatividade que surgem na própria organização. É importante apontar, nesse item, que o alinhamento aos critérios do PNQ não pretende – e esse não é o intuito da FNQ – que a adoção de sistemas e métodos pré-estabelecidos seja recomendada, mas que procedimentos vigentes sejam diagnosticados, de forma a se compreender possíveis lacunas e pontos positivos da instituição.

Deve-se reconhecer que há modelos distintos em que instituições como o SEBRAE Nacional podem se espelhar. O Google, considerada a melhor empresa para se trabalhar, de acordo com o The Great Place to Work Institute é, por exemplo, centro do novo paradigma de gestão. Eficiência, segundo esse paradigma, não mais encabeça o foco único das ações de gestão. A capacidade de se reinventar constantemente, de conceder maior liberdade aos funcionários, de buscar novas ferramentas e idéias é alvo primordial. Diminuir hierarquias e descentralizar estratégias são vistas pelo Google, bem como por Hamel, como trunfos importantes.

O Google é sonho de diversos trabalhadores, infelizes em instituições altamente burocráticas, rígidas e hierarquizadas. O SEBRAE Nacional, no entanto, não deve visualizar no Google sua fonte de cópia. Limitações orçamentárias e legais, por si, já o impediriam. A busca por um modelo SEBRAE de gestão que, embora limitado e repleto de imperfeições, represente o modo de agir da instituição, seus anseios e suas crenças deve ser o alvo maior. Creio, porém, que, como organização voltada ao conhecimento, o SEBRAE Nacional deve ter como objetivo estudar melhores práticas de gestão, atualmente caracterizadas por controles menos rígidos, maior liberdade criativa e incentivos à inovação. 


Working at Google


Google Video Recruitment


Google Song

Arrivederci.

domingo, 7 de novembro de 2010

A premissa maior de minha escolha

Olá pessoal,

Na última semana, foi repassada aos trainees a tarefa de sondar junto a tutores, gerentes e colegas de área SEBRAE/UF interessantes para a realização do terceiro rodízio, único na ponta, segundo linguajar da entidade. A proposta é elaborar plano de estágio em que constem informações referentes ao SEBRAE/UF escolhido, ao gestor do projeto contatado e às expectativas levantadas. Orientaram-nos a buscar projetos que contribuam para o direcionamento da carreira, o conhecimento dos desafios de determinada região brasileira, o desenvolvimento profissional em temas de interesse, entre outros aspectos. Refleti inicialmente sobre a atividade a ser desenvolvida e tirei algumas conclusões.

É evidente que há SEBRAE/UF mais efetivos que outros no cumprimento da missão institucional. O SEBRAE/MS foi finalista do Prêmio Nacional da Qualidade nos anos de 2002 e 2003, na categoria organizações sem fins lucrativos; o SEBRAE/MG está entre as 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com a pesquisa organizada pelo Great Place to Work Institute e; O SEBRAE/PR e o SEBRAE/RJ seriam ótimas fontes de contribuição à elaboração de meu projeto aplicativo, relacionado à construção de metodologia de planejamento da ação internacional do SEBRAE. O SEBRAE/RJ é parceiro do Sistema FIRJAN no que tange à promoção, apoio, fortalecimento e dinamização da atuação das empresas fluminenses na área internacional, por intermédio do Centro Internacional de Negócios, o CIN. O SEBRAE/PR, por seu turno, além de modelo de referência para atuação regional do sistema, conta com reconhecida ferramenta de geo-referenciamento e é responsável pelo gerenciamento do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias para Integração Transfronteiriça entre Micro e Pequenas Empresas do Mercosul e da América Latina, o CDT-AL. Minha escolha, no entanto, pende para a priorização de aspectos amplos, de conhecimento sócio-cultural, em detrimento das capacidades institucionais de cada entidade regional.

Creio que, atualmente, mais importante que o contato com ferramentas exemplares de gestão, instituições reconhecidamente eficazes e boas práticas em temas diversos é meu desenvolvimento como ser humano e cidadão sensível às diferentes realidades que me cercam. Não gostaria, a priori, de pautar minha escolha em termos de eficiência de gestão, mas sim, em aspectos sociais de determinado local e em meu relativo desconhecimento frente à sua realidade. Minha preferência, portanto, tende a recair em Estados da região Norte do país, uma vez que é composta por territórios com os quais nunca tive contato e, embasado em mero exercício comparativo, representa área da qual tenho menos conhecimento. Acredito que optar por SEBRAE/UF localizados no Norte do país não representa a priorização do exotismo ou do diferente. Pensar assim me parece, tal qual Edward Said nos demonstra na obra “Orientalismo”, construção deturpada da realidade, em que mistérios, perigos e relações de inferioridade são construídos de forma a caracterizar quem acreditamos ser diferente. Optar pelo Norte, em meu caso, representa o anseio de aprofundar minha visão de Brasil em toda a sua dimensão, de conhecer os diferentes públicos para os quais meu trabalho será direcionado, de ser capaz de constantemente me construir como cidadão atento às diferentes realidades. Ir para o Norte, creio, preencherá mais vazios que, hoje, carrego comigo.

Arrivederci.

domingo, 31 de outubro de 2010

Novos ares

Bom dia pessoal,

A última semana foi permeada por diversos fatos interessantes. Reunião de feedback com Vinicius Lages, gerente da Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN); apresentação das atividades desenvolvidas em meu primeiro rodízio aos analistas da UAIN; discussão com Maria Valéria, responsável pela análise de viabilidade dos projetos aplicativos apresentados pelos trainees, relativa ao tema que pretendo abarcar e; até mesmo, almoço de confraternização com ex-colegas de área caracterizam, parcialmente, a semana. Nada foi mais extraordinário, no entanto, que a chegada da Diretoria de Administração e Finanças (DAF) e demais unidades à nova sede do SEBRAE Nacional. Gostaria de registrar o modo como foi realizada nossa acolhida e os primeiros passos no imponente edifício.

A etapa de descarte, integrante do projeto Qualidade no Ambiente de Trabalho, já havia sido concluída; o mapa de ramais, organizado; os adesivos de estacionamento, distribuídos. Faltava, apenas, a alocação na nova sede. Às 16h de sexta-feira, 29 de outubro, passávamos pelo tapete vermelho e iniciávamos o ritual de conhecimento do novo edifício.

As equipes de marketing e de assessoria institucional realizaram ótimo trabalho. Após as fotos iniciais, dirigiram-nos ao auditório para assistirmos ao filme de orientações sobre o modo de funcionamento das novas instalações do SEBRAE Nacional. O próximo passo foi a realização de um breve tour pelo prédio, a fim de apreciarmos sua arquitetura, identificarmos as novas funcionalidades e nos familiarizarmos com a disposição das salas e equipamentos. O tour terminou e, com isso, nossos momentos de mordomia. Enfim, fomos alocados! Nossos pertences nos esperavam encaixotados, os computadores já continham nossos arquivos e até mesmo bombons aguardavam seus novos donos. Nossa recepção não poderia ter sido mais bem elaborada.

A nova sede é incrível! Grandes áreas de convivência, a pujança do verde e o diálogo constante com a arquitetura de vidro e concreto de Brasília são características evidentes. O espaço foi construído visando à integração das unidades, flexibilidade no trabalho e eficiência no uso de recursos. Espero que os novos ares possam trazer novas perspectivas de desenvolvimento à instituição. Condições propícias foram encontradas; resta-nos compreender nossa responsabilidade e agir conscientemente em prol de objetivos cada vez mais ambiciosos.

Arrivederci.

domingo, 24 de outubro de 2010

Agora é DAF

Boa tarde pessoal,

O segundo rodízio, enfim, começou! Os trainees foram alocados em novas unidades e, na segunda-feira, 18 de outubro, já deram início às suas atividades. A Diretoria de Administração e Finanças (DAF) foi meu destino. Gostaria de registrar minhas primeiras impressões sobre a área e as expectativas que guardo.

Fui apresentado como novo trainee da DAF à chefe de gabinete, Maria de Lourdes, na sexta-feira, 15 de outubro. O motivo do encontro, no qual também participara Talita Barros, trainee alocada na DAF no primeiro rodízio, foi o repasse de instruções, uma vez que Lourdes estaria de férias no período que compreende 18 de outubro e 02 de novembro. As recomendações foram claras: acompanhar a estruturação do evento de lançamento da nova sede do SEBRAE, a acontecer no dia 05 de novembro; monitorar o status dos projetos que compõem o Programa Qualidade na Gestão (PQG) e; estudar critérios do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ). Reconhecendo a necessidade de referências para o entendimento da dinâmica da área, Lourdes designou Talita Barros como orientadora de minha atuação nos primeiros dois dias na DAF. Talita foi essencial. Explicou o modo como as tarefas deveriam ser desenvolvidas, apresentou-me a interlocutores com os quais terei maior contato e identificou as linhas mestras de atuação.

Contatos com as Unidades de Marketing e Comunicação e Assessoria Institucional foram a tônica da semana. Identificação de plataformas de interatividade virtual, aprovação da identidade visual do PQG, visita à nova sede do SEBRAE, contato com fornecedores, reuniões com o Diretor de Administração e Finanças, José Cláudio dos Santos, entre outras atividades, compuseram o eixo principal de meu trabalho. A experiência é impressionante. A possibilidade de angariar visão geral sobre o modo de funcionamento do SEBRAE e interagir com as diversas unidades da entidade é palpável. Acredito que, apesar de relativamente acéfalo sem a presença de Lourdes, essa próxima semana continuará trazendo surpresas.

O trabalho na DAF é totalmente diferente do que já realizei. A lógica atual é de interação e monitoramento, sem, no entanto, perder de vista prazos e metas. A possibilidade de propor novas medidas e soluções virá com o tempo, à medida que tomar maior conhecimento do escopo da área. Enquanto isso, aproveito para experimentar todas as possibilidades de aprendizagem que a área me proporciona. A experiência está sendo fantástica!

Arrivederci.

domingo, 17 de outubro de 2010

Reflexões mais humanas

Olá pessoal,

O abalo sísmico de sexta-feira, 08 de outubro, selou o término de meu primeiro rodízio, na Unidade de Assuntos Internacionais (UAIN) do SEBRAE Nacional. Esse período certamente ficará marcado em minha memória. Trabalhei, aprendi, interagi e, principalmente, fiz amizades. Agora é hora, no entanto, de iniciar novas atividades em uma área sobremaneira distinta, a Diretoria de Administração e Finanças (DAF). O segundo rodízio começa amanhã; a ansiedade equivale à que senti em momentos prévios ao início de minha atuação na UAIN. Acredito que as atividades dessa última semana permitiram, no entanto, novas reflexões sobre meu papel como indivíduo, cidadão e profissional; pensamentos que levarei comigo para o próximo rodízio.

Trainees no seminário "O Elemento Humano"
A curta semana foi iniciada logo após o feriado. Na quarta e quinta-feira, nós, trainees do SEBRAE Nacional, participamos de um seminário voltado a permitir momentos de auto-reflexão sobre o modo como nos relacionamos, acessamos nossos sentimentos e expomos nossas “verdades”. Aquilino Sehn, condutor do seminário “O Elemento Humano”, ressaltou a importância de atitudes de abertura nas relações interpessoais; a maneira como escolhas anteriores moldam o presente e o futuro; e a necessidade de garantirmos equilíbrio nas dimensões física, racional, emocional e espiritual, a fim de alcançarmos perspectivas mais humanas de vida. “O Elemento Humano” foi fundamental: ao permitir conhecermos o grupo de maneira mais íntima e entrarmos em contato com nós mesmos de modo centrado e profundo, o seminário evidenciou a necessidade de instituições modernas investirem na dimensão humana de seu quadro profissional. Componentes da era do conhecimento, empresas cada vez mais direcionam recursos para capacitação técnica. A dimensão humana, variável central do sucesso de equipes de trabalho, permanece negligenciada. Aquilino Sehn foi capaz de provar, ao menos a mim, a essencialidade desse tipo de investimento.

Na sexta-feira, Paulo Volker, analista da UAIN, ministrou oficina sobre ética. Aqueles que pensaram que conceitos, teorias e doutrinas comporiam o eixo central da atividade se enganaram. Didaticamente, Volker conseguiu abordar assunto delicado de modo interativo, dinâmico e reflexivo. Fomos instigados a construir, parcialmente, um código de ética para o SEBRAE e identificar possíveis soluções a desvios de conduta identificados. Creio que as reflexões surgidas naquele dia permitiram a visualização de que quebras éticas não estão relacionadas a conhecimento – o grau de instrução não interfere na realização de condutas antagônicas ao preconizado socialmente -, mas, sim, às “fomes”, aos diversos anseios que acometem os indivíduos. Construir padrões de conduta, canais de denúncia e comissões de julgamento ético são imprescindíveis. Volker vai além: acredita que profissionais devem antes ser contratados por sua conduta ética – fator, para ele, mais primordial que o conhecimento técnico.

As atividades da semana quebraram a rotina de trabalho voltada a resultados em que nos encontrávamos. Reflexões sobre diversos aspectos comportamentais foram a tônica desses dias. Acredito que momentos direcionados a ponderar sobre aspectos ligados a personalidade, conduta, relacionamento, entre outros, devem ser explorados. Organizações são compostas por pessoas; ignorar a centralidade da dimensão humana é pôr em risco sua existência.


Arrivederci.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Chefas e Chefes

Olá pessoal,

O post, de 26 de setembro de 2010, intitulado Perspectiva Negligenciada tratou da necessidade de ampliação de discussões, no SEBRAE e na sociedade brasileira em geral, relativas à perspectiva de gênero. Seu conteúdo gerou dúvidas, principalmente no que tange à afirmativa "a maior parte dos chefes de família são representantes do sexo masculino". Devido à discussão suscitada, gostaria de compartilhar alguns links de pesquisa que embasaram minha afirmação.

Mulheres são mais chefes de família na classe C: O Portal Exame, embasado nos resultados da pesquisa IBOPE, publicou, em 05 de outubro, o acréscimo de participação de mulheres como chefes de família na classe C. Enquanto comandam 32% das famílias no Brasil, as mulheres representam apenas 25% das chefes de família em classes mais altas, A e B. O número representa avanço, mas ainda denota a grande disparidade entre homens e mulheres no que tange à definição de papéis de referência na sociedade.

Cresce o número de mulheres como chefes de família: O número de mulheres como chefes de família está em ascensão na maioria dos Estados brasileiros - nos últimos 10 anos, a taxa feminina cresceu 81%, a masculina, somente 15%. Apenas Roraima, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina e Acre não registraram taxas de aumento da participação feminina no comando familiar. Elas já estão à frente de quase 22 milhões de residências no Brasil. Esta estatística demonstra o processo de desvinculação direta entre chefes de família e provimento de recursos. A mudança conceitual no que tange à pessoa referência passa por considerações que ultrapassam o viés economicista, de modo que, não necessariamente, o chefe de família necessita receber o maior salário da casa.

Mulheres e famílias monoparentais: Por razões profundas vinculadas à construção social sexista, homens são, geralmente, tidos como referência em famílias constituídas por casais com ou sem filhos. As mulheres, conforme visualizado na página 232 do documento, respondem, por sua vez, pela maior parte dos arranjos familiares monoparentais no Brasil, um dos tipos mais delicados de família. As taxas de crescimento de mulheres como referências em famílias monoparentais suscita questionamentos. Ao mesmo tempo em que há, atualmente, maior liberdade de ação e melhores condições de inserção no mercado de trabalho, o que possibilita a criação de filhos por conta própria, famílias monoparentais, na maioria dos casos, evidenciam menores vínculos entre a figura paterna e os filhos. Famílias monoparentais com mulheres como chefes de famílias podem surgir por opção da mulher, mas são resultado principal da contrução de papéis sociais estritos designados às figuras masculinas e femininas que acabam por vincular a mulher à obrigatoriedade de responsabilizar-se pelas funções de cuidado da família. Aqui, encontra-se um problema que gera vulnerabilidade à família: o não reconhecimento paterno.

Rendimentos dos chefes de família: A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE de 2008, em suas páginas 114 e 115, demonstra a evidente diferença salarial entre chefes de família de sexos distintos e seus respectivos cônjuges. Enquanto 73,7% dos cônjuges de chefes de família do sexo feminino recebem igual ou mais que os companheiros, apenas 26,2% dos cônjuges de pessoas de referência do sexo masculino recebem igual ou mais que os seus pares.


Arrivederci.

domingo, 3 de outubro de 2010

2º rodízio à vista

Boa tarde pessoal,

Na segunda feira, 27 de setembro, enfim, listei minhas três áreas de preferência para o próximo rodízio. Li e reli os planos de trabalho elaborados até que finalmente optei por Unidade de Atendimento Individual (UAI), Unidade de Atendimento Coletivo Indústria (UACIN) e, curiosamente, Diretoria de Administração e Finanças (DAF). Gostaria de registrar os motivos de minhas escolhas e as percepções pessoais sobre as entrevistas realizadas com os responsáveis por cada uma das áreas mencionadas.

A decisão foi difícil. Muitos planos de trabalho me atraíram; afinidade com a área e possibilidade de desafio representavam extremos com os quais pendia minha escolha. Ao fim, duas áreas finalísticas e uma de suporte encabeçaram minhas opções. O marketing de pessoas ligadas às unidades foi importante, mas acredito que o principal motor transversal de minha decisão foi a possibilidade de refletir e propor alterações. O espaço reservado à análise crítica foi, portanto, fundamental.

Uma de minha três escolhas, a UAI, deu-se, entre outras razões, por motivos de conhecimento, mesmo que superficial, do projeto Negócio a Negócio, foco de um dos planos de trabalho apresentados pela unidade. Já havia entrado em contato com o projeto na visita dos trainees ao SEBRAE-DF, realizada em 30 de julho de 2010. Naquela oportunidade, percebi a importância do Negócio a Negócio para o SEBRAE e busquei, em relatório elaborado posteriormente, indicar possíveis contribuições para o seu aprimoramento. A reunião com Enio Pinto e Joana Bona, gerente e gerente-adjunta da unidade, sobre o plano de trabalho relativo a esse projeto foi interessante. Captei o clima de trabalho da UAI que, apesar de desafiador e baseado em metas, é extremamente descontraído e alegre; consegui expor os motivos de minha escolha e; expus razões para trabalhar na unidade. À tarde, recebi ligação de Romilda Torres, coordenadora nacional do projeto Célula Nacional da Central de Relacionamento, na qual indagava sobre meu interesse em trabalhar com o plano de trabalho relativo a esse projeto no próximo rodízio. Expus que, apesar de ter escolhido o plano relacionado ao projeto Negócio a Negócio não teria problemas em atuar na área de relacionamento com clientes. A UAI atrai por sua essência, independentemente da proposta de trabalho.

Na UACIN, Kelly Sanches, gerente-adjunta da unidade, foi minha interlocutora. A conversa foi rápida e objetiva, com estrutura semelhante a entrevistas de contratação de profissionais. Gostei da clareza em suas posições e de sua postura de conferir autonomia aos trainees em sua atuação. O plano da unidade, relativo a encadeamento produtivo, foi um dos mais desejados pelo grupo de trainees do SEBRAE Nacional para o segundo rodízio. Na UAIN, havia descoberto algumas iniciativas internacionais relacionadas ao tema e fiz questão de apresentá-las em minha entrevista. Acredito que o feedback foi positivo.

Minha reunião com Maria de Lourdes e Silva, chefe de gabinete da DAF, foi mais prolongada e contextualizada. Lourdes me apresentou a estrutura do programa de Qualidade na Gestão, indicando seus projetos e coordenadores. O plano de trabalho da DAF é extremamente desafiador; seja por realizar atividades típicas de gestão; seja por estar em contato com diretores, coordenadores de projetos e demais unidades. Minhas respostas se basearam nessa perspectiva. A possibilidade de absorver visão geral sobre o funcionamento da entidade, avaliar processos internos de funcionamento e propor mudanças visando ao aperfeiçoamento de sua gestão foram pontos que embasaram meu interesse.

Todas as três unidades apresentaram planos de trabalho interessantes e compatíveis com o que se espera dos trainees. Não elenquei prioridades entre as três áreas escolhidas. Caso fosse possível, passaria por todas elas e, enfim, apontaria minha preferência; como não é possível, espero os próximos capítulos dessa novela para a indicação de meu futuro.

Arrivederci.

domingo, 26 de setembro de 2010

Perspectiva negligenciada

Olá pessoal,

Na última quarta-feira, participei de uma reunião em que foram discutidas propostas de identificação de boas práticas internacionais em diversos temas de interesse do SEBRAE. Uma consideração me fez refletir. No momento em que apontei o reconhecimento de programas de apoio a micro e pequenas empresas, sob o enfoque de gênero, de instituições chilenas, uma das participantes da reunião ressaltou seu desapreço por medidas como essas, segundo ela, segregacionistas. Acredito que o debate sobre esse tema precisa ser ampliado. Sinto que a igualdade de gênero é aspecto ainda não muito bem compreendido pela sociedade brasileira; tomo como indicador, apesar de pouco preciso e expressivo, a debilidade no tratamento do tema pelo SEBRAE.

A sociedade, seus padrões, valores e anseios, são fruto de construções coletivas. A hierarquização de funções, a definição de papéis, a conceituação de justiça, entre outros, são processos históricos, que se remodelam constantemente, adaptam-se a novas circunstâncias e caracterizam algumas das bases sociais da vida de um grupo. Atualmente, no mundo ocidental, guerreiros não têm o mesmo status que apresentavam em Esparta, no século VI a.C; homens não são mais criados, em sua maioria, com a função de guerrear e; a presença de novos hilotas representaria evidente afronta aos princípios mais básicos de vida em sociedade. Novas construções surgiram, erradicaram padrões anteriores ou, simplesmente, adaptaram-nos a novas circunstâncias. Sendo construtos sociais, os temas aqui tratados não são óbvios nem inerentes a qualquer grupo ou dados naturais aos quais à sociedade simplesmente se deparou, mas resultantes de processos históricos, de choque de forças e de mentalidades e de novas conjunturas. A definição de papéis entre homens e mulheres se insere nessa perspectiva.

Não é natural que associemos características como emoção, carinho e sensibilidade a mulheres e razão, poder e força a homens. Tampouco é natural que homens sejam responsáveis pela guerra e pelo governo e, mulheres por cuidar do lar e das crianças. Muitos diriam que características biológicas condicionariam a estruturação dos papéis sociais atribuídos a homens e mulheres. Essa afirmação não explica, no entanto, a existência de sociedades matriarcais, como as icamiabas, tampouco, a história de comando de Boudicca, rainha da tribo dos icenos. Relações de gênero, de todos os aspectos culturais atrelados à idéia de feminino e masculino são, portanto, construídas socialmente. No Brasil, a construção dessas relações resulta numa série de comportamentos sociais geradores de desigualdades, infelizmente, muitas vezes, invisibilizadas.

A sociedade brasileira tem traços fortemente patriarcais. À mulher, historicamente, foram resguardadas funções familiares de zelo; ao homem, tomar parte na esfera pública, comandar e sustentar seus dependentes. Não é à toa que o Brasil nunca teve uma presidenta, disparidades salariais entre homens e mulheres sejam visíveis em estatísticas oficiais e a maior parte dos chefes de família são representantes do sexo masculino. O SEBRAE, agente indutor do desenvolvimento do país, deveria também responder a essa situação e incorporar em seus programas e ações uma perspectiva de gênero. Não há desenvolvimento com justiça se metade da população brasileira segue com acesso restrito aos seus benefícios.

As ações do SEBRAE em prol da igualdade de gênero ainda são escassas e pouco conhecidas. O tema sequer integra o direcionamento estratégico ou representa aspecto tratado nas metas mobilizadoras da entidade. Há grandes possibilidades em se aprender com programas de instituições como a Corporación de Fomento de la Producción (CORFO) e o Servicio de Cooperación Técnica (Sercotec) que deveriam ser investigadas. Projetos devem ser elaborados visando à estruturação de um programa de apoio a micro e pequenas empresas, sob o enfoque de gênero. O projeto aplicativo a ser realizado pelos trainees pode ser uma oportunidade.

É importante ter em mente que compreender processos históricos como construções sociais é fato extremamente complexo. Tendemos a analisá-los como algo dado, desde sempre existente. Tendemos, também, a julgar ações voltadas a públicos específicos como preconceituosas e segregacionistas. A dificuldade nessas análises é compreender que há lacunas históricas e que, pelas relações de poder construídas socialmente, grupos sociais (homens, mulheres, brancos, negros, indígenas) se encontram em patamar de oportunidades diferenciados, necessitando de iniciativas específicas para sua ascensão. Tratar de maneira igual os desiguais denota falta de atenção às causas estruturais das dimensões da exclusão social. A manutenção do status quo dificilmente garantirá igualdade de condições. O SEBRAE, em seus programas e projetos, deve atentar para isso, em sua busca pelo desenvolvimento da população brasileira.

Arrivederci.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A difícil arte de decidir

Olá pessoal,


A revista Você S/A publicou, no mês de agosto, uma edição especial sobre programas de trainee. Identifiquei-me, particularmente, com a reportagem, intitulada “A Hora da Decisão”, relativa ao difícil processo de escolha, por parte do trainee, de sua futura área de atuação. Apesar do programa de trainee do SEBRAE Nacional terminar apenas em março de 2010, gostaria de compartilhar o paralelo que tracei entre esta reportagem e o momento reflexivo em que me encontro atualmente. Abordarei, primeiramente, a singularidade do programa de trainee do SEBRAE Nacional e, em seqüência, comentarei sobre sua estrutura e a razão pela qual me sinto em importante momento de decisão.

Percebo que a metodologia do SEBRAE Nacional de recrutamento de trainees é diferente das adotadas pelos demais programas existentes no país. O SEBRAE Nacional não é corporação de direito privado isenta de particularidades de direito público. Seu processo seletivo se faz mediante concurso pautado, unicamente, em análise curricular e prova de conhecimentos. Não há etapas comportamentais, dinâmicas de grupo, entrevistas ou painéis de negócios. É importante apontar, no entanto, que o processo de escolha de trainees não deixa de ser meritocrático, uma vez que são aprovados apenas aqueles que atingiram maior pontuação na prova de conhecimentos.

O programa de trainee do SEBRAE Nacional se espelha, parcialmente, no sistema de job rotation. Parcialmente, porque não há tempo hábil (oito meses de programa) ao trainee – não por falha da instituição, mas em razão da metodologia de priorização de tempo e recursos escassos adotada -, para passar por todas as 20 unidades do SEBRAE Nacional e conhecer os 26 SEBRAE/UF que compõem o sistema. A entidade optou, portanto, pela realização, por trainee, de apenas dois rodízios em unidades do SEBRAE Nacional e um estágio de três semanas em um SEBRAE/UF

Nós, trainees do SEBRAE Nacional, sabemos, desde os primeiros momentos na instituição, que não teremos oportunidade de conhecer profundamente todas as áreas do sistema; que teremos de optar. Esta necessidade de decidir, embora não nos caiba integralmente (pois as alocações nos rodízios resultam do interesse do trainee, da avaliação de seu perfil pela Unidade de Gestão de Pessoas e da aprovação pelo gerente da área), é momento extremamente complexo. Temos de analisar diversas variáveis – expectativas, capacidade de contribuição e afinidade com a área, plano de trabalho da unidade, etc. – para tomarmos uma decisão consistente, mas, independentemente da escolha feita, a curiosidade por outras áreas sempre restará. 

Estamos nos aproximando do final do primeiro rodízio (08 de outubro). Conjeturei, mas ainda não refleti profundamente sobre em que área pretendo investir esforços. Sei, no entanto, que a decisão que tomar terá grande peso sobre a minha alocação definitiva, em abril de 2011. Acredito, portanto, que, embora não seja, integralmente, caminho sem volta, a escolha atual consiste em espécie de path dependence – idéia que consiste na identificação de que decisões futuras são limitadas por decisões passadas -, que orientará meus futuros passos na entidade. Não posso subestimá-la ou deixar de lhe dar a devida importância.

A estrutura do programa de trainee do SEBRAE Nacional é peculiar e impele os participantes a tomar decisões importantes desde os primeiros meses na instituição. A revista Você S/A retratou experiências de trainees que tiveram de tomar decisões sobre seu futuro na empresa após terem passado por diversas áreas e conhecido seus programas e diretrizes. No SEBRAE Nacional é diferente. Sinto-me como se estivesse estruturando minha carreira desde o início do programa. Ao mesmo tempo em que tenho interesse por unidades de articulação, gostaria de trabalhar com o público externo do SEBRAE ou integrar equipes voltadas ao conhecimento. Não posso ter todas. Minha saída: decidir. 

Arrivederci.

domingo, 12 de setembro de 2010

Almoço entre amigos...

Bom fim de tarde pessoal,

A tarde deste domingo foi diferente das demais. Alguns de nós, trainees do SEBRAE Nacional, reunimo-nos na casa de Talita, trainee lotada na Diretoria de Administração e Finanças, para discutirmos pontos positivos e negativos das unidades a que estamos vinculados e apontarmos lacunas e possíveis temas para projetos futuros. Espécie de reunião de articulação, não me recordo de experiências semelhantes.

O dia foi muito produtivo. Talita, Larissa, Tatiana, Gabriela, André, Lucas, Hugo, Fábio, Rafael e eu fomos capazes de disseminar visões e contribuir para o processo de conhecimento da instituição em que trabalhamos. Descobri que a Unidade de Marketing e Comunicação tem atribuições relativas à avaliação de projetos, a Unidade de Capacitação Empresarial subdivide-se em área de educação e área de informação e pessoas responsáveis por acompanhamento legislativo integram a Unidade de Políticas Públicas. É evidente que estes são apenas alguns exemplos do rol de informações apresentado. Mais fundamental: idéias interessantes surgiram (elaborar sistemas de gestão do conhecimento, arquitetar projetos com perspectiva de gênero, criar banco de talentos, etc.) e problemas comuns não deixaram de ser elucidados (falha articulação e integração entre as unidades, dificuldades em identificar atribuições das distintas áreas, etc.).

Não cabe aqui, apresentar uma ata do que foi discutido ou enfatizar as diferentes posições daqueles presentes. O fundamental, em minha opinião, não são os resultados práticos obtidos, mas o modelo de governança criado, em que a articulação, o auxílio mútuo e as críticas produtivas se inseriram como características positivas de nosso grupo.

É evidente que a tarde não se resumiu a discussões relativas ao SEBRAE. Almoço, piscina e brincadeiras caracterizaram a maior parte do dia. Conseguimos ser eficazes, ao atingir o resultado proposto inicialmente, mas incrementamos nosso momento juntos com atividades típicas de final de semana. A pequena Beatriz, presente na casa da Talita hoje à tarde, agradece.
 
Espero que este tipo de encontro continue a acontecer. É bom para o SEBRAE, para nossa integração e para nossa mente. Criamos, com esses eventos, vínculos de trabalho, mas, fundamentalmente, de amizade. Obrigado a todos que compareceram e tornaram esta tarde tão especial.

Arrivederci.

domingo, 5 de setembro de 2010

Encomex Mercosul

Boa noite pessoal,


Na segunda-feira, viajei para Porto Alegre. Motivo: participar do encontro Encomex Mercosul, realizado entre os dias 31 de agosto e 1 de setembro. Pretendo, hoje, apresentar breve panorama geral do evento e considerações pessoais acerca dos pontos tratados.

Os Encontros de Comércio Exterior (Encomex) surgiram, em 1997, sob iniciativa da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC), com o objetivo de prover espaço de encontro entre representantes do poder público e iniciativa privada; buscar soluções e alternativas para problemas no procedimento de exportação, estimular maior participação do empresariado brasileiro no comércio internacional e propiciar seu engajamento no processo exportador são suas motivações.

A 2ª edição do Encomex Mercosul, realizada em Porto Alegre, reuniu participantes de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Venezuela, Irlanda, Dinamarca, Suécia, entre outros países. Diversas delegações internacionais, 1100 rodadas de negócios, unindo aproximadamente 150 empresas e 15 stands empresariais caracterizam, parcialmente, essa edição do evento.

O SEBRAE foi representado, na abertura oficial do evento, por Clóvis Masiero, Gerente Setorial da Indústria do Sebrae/RS; Iuri Andrade e Luciana Pecegueiro, analistas da Unidade de Acesso a Mercados do SEBRAE Nacional, palestraram sobre temas relativos a comércio intrafronteiriço e a inteligência comercial, respectivamente. Minha participação foi mais discreta. Acompanhei palestras, representei o SEBRAE em seu stand e tomei parte em um evento paralelo sobre integração produtiva.

A proposta do Encomex Mercosul é inegavelmente relevante para o compartilhamento de informações acerca de comércio exterior e para o processo de integração regional. Acredito, porém, que mudanças em sua fórmula são essenciais para a consecução de sua missão. O foco do evento atrai grande número de estudantes; a participação de empresários, por sua vez, precisa, ainda, ser incrementada. O formato de seminários pouco dinâmicos e a falta de incentivos à participação ativa da platéia são empecilhos a maior presença do empresariado nacional.

O evento, de forma geral, foi bastante proveitoso. Compreendi a importância de espaços de networking para a criação de projetos conjuntos, apreendi procedimentos para construção de grupos de trabalho em prol de objetivos comuns, identifiquei pontos interessantes relacionados ao comércio exterior e verifiquei o impacto de stands institucionais para o atendimento de públicos específicos. Maiores informações são oferecidas por Welber Barral, Secretário de Comércio Exterior do MDIC: http://www.youtube.com/watch?v=OZ1cOfeTbbM

Arrivederci.

sábado, 28 de agosto de 2010

With a little help from my friends...

Boa tarde!

Preciso de ajuda! A proposta a mim feita por Paulo Volker de criar um modelo de análise de parceiros, com o qual a UAIN pudesse verificar a importância de determinada instituição para o SEBRAE e o modo como a relação está estruturada, ainda é um desafio. Consegui pensar em variáveis importantes, mas acredito que novas idéias são interessantes para a consolidação do trabalho. Por este motivo, proponho, hoje, uma maneira diferente de abordagem em meu post, em que vocês serão os responsáveis pelo incremento intelectual. Mais importantes que minhas considerações no desenvolvimento desta redação, portanto, serão os comentários por vocês elaborados. A participação de vocês contribuirá para o processo de inteligência do SEBRAE e será passo importante para a construção de modos de gestão em que intervenções diversas sejam absorvidas na estruturação de modelos internos de análise. O que vocês acham?

Gostaria que vocês refletissem sobre as seguintes questões (as frases entre parênteses servem apenas para instigar o pensamento):

1. O que permite considerarmos determinado país como relevante à atuação do SEBRAE? Há países com que o SEBRAE deve priorizar o relacionamento? Por quê?

(A existência de instituições congêneres ao SEBRAE, clara definição de MPEs, elevado IDH ou PIB per capita, por exemplo, podem ser consideradas variáveis importantes? Em que sentido?)

2. Que características permitem ao SEBRAE qualificar determinada instituição? Há parceiros de maior qualidade que outros? Como isso pode ser calculado?

(Instituições de maior orçamento, abrangência, transparência na gestão, força política e efetividade na realização de projetos, por exemplo, são mais qualificadas? Que escala e indicadores devemos utilizar? Maior qualidade é pré-requisito para maior interação do SEBRAE? Enfim, o que é mais relevante ao SEBRAE, relacionar-se com instituições mais qualificadas ou de maior importância à sociedade; como diferenciá-las?)

3. O que faz certa entidade ser mais importante para o SEBRAE do que outras? Por que alguns parceiros são mais estratégicos? Como verificar diferentes graus de importância?

(Prover recursos, possibilitar aprendizagem, manter projetos em conjunto, contribuir com o fortalecimento da imagem institucional são variáveis importantes? Por quê?)

4. Como analisar a maneira como está estruturado o relacionamento entre SEBRAE e determinado parceiro? O que podemos verificar como pontos fundamentais na relação entre instituições?

(Tempo, intensidade, formalidade no relacionamento são importantes? A eficácia do parceiro na execução dos projetos conjuntos, seu tempo de resposta e a afinidade entre membros devem ser considerados?)

O post é de vocês! Espero com isso proporcionar maior interatividade no blog e debates importantes à gestão do conhecimento no SEBRAE. Cada contribuição aqui será muito bem-vinda. Conto com vocês!!

Arrivederci.